A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 03/04/2020

Nem-nem são jovens que nem estudam nem trabalham. Embora o termo pareça ter um sentido pejorativo, de julgamento, não é bem assim. Muitos desses jovens estão ociosos não por opção, mas pela falta dela. Para atingir essas conquistas, os esforços não devem vir apenas desses não estudantes desempregados, mas de muitas outras pessoas também e, infelizmente, no Brasil, nem todos estão se esforçando.

Primeiramente, para se conseguir um bom trabalho, com carteira assinada e com todos os direitos, é exigido um profissional qualificado e, para empresas, aqueles que são qualificados são aqueles que concluíram o ensino básico. Entretanto, muitos jovens não tiveram a oportunidade de terminar a escola e, muito menos, ter um Ensino Superior devido a diversos motivos, entre eles o principal: a condição financeira. Essa desvantagem acaba gerando muitas outras faltas de oportunidade durante a trajetória de vida desse indivíduo, como a dificuldade para encontrar um emprego.

Em segundo plano, já existem programas que ajudam na inserção dos jovens entre 14 e 24 anos no mercado de trabalho, como o Jovem Aprendiz, contudo, para a pessoa se cadastrar, ela deve estar matriculada cursando  o Ensino Fundamental ou Ensino Médio e, como dito no parágrafo anterior, muitas não possuem essa oportunidade.

Outro fator recorrente são os jovens que conseguem seu primeiro emprego, porém, na primeira oportunidade são mandados embora. Mas por quê? Pois, muitas vezes, sendo o primeiro emprego, o jovem sente dificuldade de se adaptar, no entanto, a empresa ao invés de incentivá-lo a melhorar, a aumentar a capacidade desse indivíduo, simplesmente o demite. Isso faz com que o jovem sinta-se incapaz e desmotivado a procurar outros empregos, sem contar que, novamente, será dado como inexperiente para outros serviços quando for procurá-los.

Em suma, o governo, juntamente com o Ministério do Trabalho, deveria elaborar um programa ou, até mesmo, melhorar o já existente, fazendo com que todas as empresas estejam aptas a contratarem jovens sem experiência de mercado, fazendo um cronograma dentro da empresa que incentive e ajude o jovem a adquirir experiência sejam aulas, dinâmicas, entre outras atividades que também incentivem o estudo. Isso deve ser feito para que o índice dos jovens que nem estudam nem trabalham diminua.