A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 04/04/2020

Os famosos jovens nem-nem é aquela população fora do mercado de trabalho e de instituições que vem cada vez mais aumentando e não é pela falta de vontade do individuo, mas sim a partir de problemas socioeconômicos, cognitivos, da desigualdade de gênero entre outros impondo decisões difíceis a essas pessoas como abandonar a escola ou ajudar a família em casa sendo necessária uma mudança para este tipo de situação frequente.

Primeiramente, o grupo nem-nem é um retrato de quem não consegue achar uma saída para sua condição econômica que gera risco e vulnerabilidade social, visto que de acordo com a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) são 27% e a maioria são mulheres notando-se, que esta visível resquícios de uma cultura machista em que a nossa comunidade cresce trazendo conceitos da família tradicional brasileira de que a mulher deve ficar em casa para trabalhos domésticos e cuidar dos filhos sem ter direito do estudo ou trabalho.

Além disso, o jovem leva consigo o futuro da sociedade, com isso, caso não imponha medidas de intervenção para resolver os altos índices dos nem-nem, o grupo, como um contingente enorme provavelmente estará fora do mercado formal por muito tempo e irá comprometer a produtividade da mão de obra brasileira em médio prazo, desse modo irá causar uma grande crise, diz Caio Callegari, coordenador de projetos do movimento Todos pela Educação, “É um ciclo vicioso que leva a mais pobreza” dado que grande parte dos jovens estão presos a barreiras relacionadas à pobreza e ao gênero.

Em vista dos aspectos citados, é indispensável uma mudança sobre os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham a datar de o governo investir e incentivar em projetos que ajudem esse grupo recebendo uma bolsa mensal para estudar, escolas com assistência estudantil que de condições de estudo, fora isso ajudar e investir em estados e municípios com baixa capacidade de arrecadação, com infraestrutura escolar precária, menor capital humano ou com menos possibilidades de parcerias com setores da indústria, comércio ou terceiro setor, além disso, revogar a lei sobre as novas leis trabalhistas da carteira verde e amarela, visto que apenas acaba beneficiando empresas tudo isso com o intuito de diminuir a desigualdade social, de gênero e de renda.