A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 04/04/2020
Cada vez mais jovens se enquadram no pejorativo termo “nem nem” já que não estudam e não trabalham com carteira assinada. Esse número pode até superar a quantidade de trabalhadores formais, como acontece no Brasil.
O termo “geração nem nem”, que intitula os jovens que não estudam e não exercem atividade remunerada com carteira assinada pode estar sendo usada de maneira equivocada, já que em muitos casos o jovem trabalha, mesmo que informalmente, ou não está naquela situação simplesmente porque não quer exercer nenhuma atividade, mas por falta de oportunidade para bancar os estudos ou pela falta de oportunidade de trabalho formal.
Foi aprovado no Senado uma lei transformaria os trabalhos informais em formais, com a criação da carteira de trabalho “verde e amarela” mas a medida pode ser um fracasso já que isso iria desencorajar os jovens a buscar uma profissionalização para que consigam apenas um cargo melhor, já que no Brasil os anos a mais de formação não rendem aumento no salário dos trabalhadores, segundo pesquisas do banco mundial, fato que é muito diferente em países como a Turquia em que cada ano a mais de escolarização pode “valorizar” o empregado em até 4.000 reais.
Então é possível concluir que para que possamos diminuir a quantidade de jovens que se enquadram como “nem nem”, é necessário que haja maior acessibilidade dos jovens ao estudo, com a oferta de bolsas por exemplo, e claro, sempre incentivar os estudos e o trabalho formal, que traz mais segurança e estabilidade ao trabalhador, diferente dos contratos de trabalhos formais. Um meio de aumentar essa acessibilidade à educação seria por meio de verbas distribuídas aos estados por meio de seus Senadores que podem ser contactados pela população por e-mail ou cartas enviadas aos seus respectivos gabinetes, onde os endereços são disponibilizados no site do governo federal.