A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 03/04/2020

O problema do número de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil reflete a alta desigualdade social do país, que muitas vezes é negligenciada pelo Governo Federal. Sabendo que  a Constituição de 1988 assegura direitos fundamentais iguais para todos os cidadãos, é necessário combater essa problemática e buscar o equilíbrio social. Já que essa porcentagem de indivíduos desocupados afeta, diretamente, o Índice de Desenvolvimento Humano.

O Brasil, atualmente, têm passado por inúmeras reduções como: níveis de produtividade das empresas e comércio, números de investimentos, taxa de lucro e, finalmente, diminuição do PIB; sinais que sugerem crise econômica. Uma vez que esses fatores afetam a economia, eles também colaboram para o aumento das pessoas que nem estudam nem trabalham no Brasil, popularmente conhecidas como geração nem-nem, um adjetivo pejorativo que transmite a ideia negativa de que essa minoria não da importância para desenvolvimento social e econômico. Entretanto, não é correto associar diretamente esses indivíduos com o desejo pela ociosidade, isto é, em grande maioria eles se encontram nesta situação devido as condições sociais que cresceram e a falta de oportunidades.

Na percepção do sociólogo Émile Durkhein, o fato social que consiste nos padrões culturais de um local, ou seja, maneira de agir, pensar e sentir são determinantes na formação de um indivíduo. Sendo assim, levando em consideração a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), várias razões explicam o abandono da educação formal e da atividade laboral. Entre elas, o casamento e a necessidade de começar a trabalhar cedo para sustentar a família. Cerca de 70% dos jovens “nem nem” estão entre os 40% mais pobres do país.

Além disso, a gravidez precoce é o principal motivo do abandono, uma vez que mais da metade das jovens nessa situação têm filhos. O que possibilita analisar a ineficácia educacional no que diz respeito efetivar medidas para combater a gravidez na adolescência. As meninas que têm suas vidas interrompidas por uma gravidez indesejada sentem-se desmotivadas à voltar ao mercado de trabalho ou a vida estudantil, devido a rejeição da mão de obra desqualificada e o ensino precário que possuem acesso.

Portanto, a fim de alcançar uma sociedade menos desigual o Ministério da Educação deve oferecer políticas públicas destinadas a reduzir as limitações à formação de jovens que tiveram seus estudos interrompidos por um imprevisto, dando assistência por meio de programas como o Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), os quais são eficientes para a inclusão dessa minoria  no mercado de trabalho. Deste modo será alcançada uma sociedade igualitária e equilibrada.