A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 03/04/2020
De acordo com o filósofo Imannuel Kant, “O homem é aquilo o que a educação faz dele”. Assim, o homem é resultado do ensino que recebe. Logo, a educação é capaz de transformar o indivíduo e, consequentemente, a sociedade, já que sem a educação a sociedade não evolui e não gera empregos. Nessas condições, torna-se evidente a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham, visto que as consequências dessa situação são alarmantes, como a contribuição para uma crise econômica, para uma desigualdade de gênero, e em longo prazo, ameaçar a produtividade e o crescimento econômico.
Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam (jovens nem-nem). Enquanto isso, 49% se dedicam exclusivamente ao estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo. A maioria dos “jovens nem-nem” são mulheres de baixa renda, por consequência de possível gravidez em período de estudo. Outro acontecimento que, sendo evitado, diminui os jovens que não estudam e nem trabalham.
O Brasil está se tornando um país, da precarização e do subemprego, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Encontra-se na informalidade, 41,1% da força de trabalho, que supera o número de empregados com carteira de trabalho assinada. Pensar no trabalhador é garantir emprego, direitos trabalhistas e possibilidades de crescimento para cada cidadão e para cada país, que deixaria de ser um mero exportador de matéria-prima e se colocaria como potência produtiva. Então, os empregos informais devem ser proibidos, pois trabalhando informalmente, as pessoas não tem certos direitos atendidos.
Portanto, medidas devem ser efetivadas a fim de mudar o cenário contemporâneo. O caminho correto é preparar melhor a juventude para o mundo do trabalho e oferecer vagas mais qualificadas. O país tem capacidade de absorver anualmente 1,8 milhões de jovens para serem qualificados, seja na escola técnica, universidades federais e estaduais, ou em instituições particulares por meio de programas como ProUni e Fies. Todos amparados pela assistência estudantil que dê condições de estudo. Quando devidamente preparados, esses jovens seriam inseridos no mundo do trabalho e em faculdades, por intermédio da ampliação de vagas públicas e incentivo financeiro a microempresários e artistas, com finalidade de diminuir as consequências da geração “nem-nem” no setor financeiro. Campanhas de conscientização para jovens, mostrando as oportunidades perdidas se permanecerem como “nem-nem”, são outro meio para combater os altos índices.