A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 01/04/2020

É evidente que os jovens que não estudam nem trabalham possuem uma grande relevância na sociedade, pois são os adolescentes de hoje que vão comandar o futuro, porém, grande parte do grupo dos nem-nem não se atraem por esse tipo de atividade, optando por não exercer nenhuma função, o que de certa forma é errado.

Segundo informações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 23% dos jovens brasileiros não estudam nem trabalham, sendo sua maioria composta por mulheres. Isso pode ser explicado pelo fato da gravidez precoce estar ainda muito presente na sociedade, o que gera maiores obstáculos para a vida da jovem, pois ela teria que se dedicar ao máximo para cuidar do filho e não teria tempo para se oferecer as demais atividades. Com isso, a ausência da mulher pode gerar uma maior desigualdade de gênero.

Além disso, o mercado de trabalho não parece muito atrativo para esses novatos, pois mesmo estudando, ainda existe a chance da pessoa ficar desempregada, isso explica-se pelo fato das vagas de universidades públicas e federais serem bem limitadas, tornando-as extremamente concorridas e de difícil acesso. Por conseguinte, terá menos trabalhadores no mercado, e isso gerará um impacto econômico diretamente no país.       Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o problema. Com isso, o governo junto ao Ministério da Educação devem abrir mais vagas nas grandes universidades, e também, abordar o tema “educação sexual” nas escolas, para que haja a orientação das jovens e, consequentemente, atrase essa gravidez tão precoce. Além disso, investir mais verba em projetos tão importantes como o jovem aprendiz, tornando o mercado de trabalho mais atrativo. Diante disso, espera-se uma diminuição do número de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil.