A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 17/03/2020
No Brasil contemporâneo, há uma necessidade de combater os índices de jovens que nem estudam nem trabalham. Isso se deve, sobretudo, a gravidez precoce entre as mulheres, além da falta de políticas públicas eficientes. Logo, são necessárias ações governamentais, juntamente à empresas privadas viando o enfrentamento dessa situação.
O estudo “Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar?” sobre jovens latino-americanos, que foi lançado durante um seminário no Ipea em Brasília, apontou que 33 milhões de jovens com idade entre 15 e 24 anos, o que corresponde a mais de 17% da população, nem estudam e nem trabalham. Tal situação ocorre devido aos casos de gravidez na adolescência, onde a jovem abandona os estudos para se dedicar à criança. Além disso, a falta de aparato governamental, como a disponibilidade de vagas em creches, colabora para que muitas dessas jovens não consigam concluir os estudos, fato que faz com que elas se dediquem apenas às atividades domésticas, por exemplo.
Ademais, a omissão governamental em relação à políticas públicas eficientes agravam essa situação. Pois, não existe um fortalecimento nos sistemas de orientação, e informação sobre o trabalho e a continuidade de políticas destinadas a reduzir as limitações à formação de jovens, com programas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).
Portanto, observa-se que são necessárias medidas para o combate aos altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil. Desse modo, o Governo deve investir em palestras nas escolas do país, ministradas por profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros. Essas palestras devem abordar a importância do uso de métodos contraceptivos, como camisinha, objetivando reduzir o número de gravidez na adolescência. Além disso, o setor privado juntamente ao Ministério da Educação deve investir em programas como o Jovem Aprendiz, com o intuito de fazer com que os jovens se interessem em exercer uma das duas atividades. Logo, haveria uma diminuição nos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil.