A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 11/04/2020

No convívio social brasileiro,demonstra-se uma elevada quantidade de jovens que não possui um emprego e não frequenta a escola.Prova disso é o dado fornecido pelo IBGE,o qual mostrou que 23% dos adolescentes brasileiros não trabalham nem estudam,o que caracteriza a expressão popularmente conhecida como “nem-nem”.Esse panorama comprometedor requer uma atuação mais contundente por parte da administração pública e da sociedade civil em se tratando de alternativas,a fim de minorar essa taxa no País.

Efetivamente,já existem deliberações que garantem a educação e o emprego de indivíduos com idade entre 14 e 24 anos,por exemplo,a Lei de Aprendizagem que determina a contratação desses cidadãos que estudam por empresas de médio e grande porte,assim o negócio deve possuir uma porcentagem equivalente a 5% e 15% do total de vagas ocupadas por jovens na condição de aprendiz.No entanto,tal norma não tem sido devidamente respeitada,visto que os dados do IBGE contrariam essa circunstância.Esse cenário adverso exibe a exiguidade do poder público,no sentido de fiscalizar empresas para o cumprimento da determinação.

Ademais,muitos brasileiros não valorizam a mão de obra jovem,pois afirmam que esses não têm experiência,logo tais indivíduos encontram entraves para a inserção no mercado de trabalho.Além disso,diversos adolescentes deixam de frequentar o ambiente escolar para auxiliar na renda da família;desse modo precisam muito do emprego e,às vezes,não conseguem por ser o primeiro ofício.A título de ilustração,é válido ressaltar a música “Não é sério“ de Charlie Brown Jr. e Negra Li,a qual atesta que o jovem no Brasil não é levado a sério,em vista disso é possível estabelecer uma relação com a dificuldade de entrar no mercado de trabalho.Tal contexto desafiador explicita a negligência de muitas famílias,no que tange ao desenvolvimento de habilidades,como proatividade e resiliência para lidar com adversidades.

Portanto,com o fito de atenuar a taxa de cidadãos na situação conhecida por “nem-nem” e de fazer jus à Lei de Aprendizagem, é dever do Governo Federal ampliar investimentos em torno dessa pauta,por meio de um replanejamento de prioridades orçamentárias,que busque destinar uma maior quantidade de verbas para a admissão de um maior número de funcionários,com o escopo de elevar a fiscalização nas empresas.Outrossim,compete às famílias intensificar diálogos sobre essa temática,por intermédio de reuniões domésticas,já que esse tipo de atividade é preponderante para a discussão de habilidades que diferenciem o jovem para a aquisição de um emprego.