A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 28/06/2020

No Brasil, o termo, jovens nem-nems, foi criado, infelismente, devido aos preocupantes índices de jovens ociosos que nem estudam e nem trabalham. Esses jovens à margem da sociedade são considerados improdutivos economicamente e podem acarretar grandes problemas para a economia brasileira futuramente, se não receberem a devida atenção necessária enquanto há tempo.

O atual percentual de jovens nem-nems brasileiros é um dos maiores percentuais entre o Caribe e nove outros países pertencentes a América Latina, segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que também revela, que cerca de 25% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam. Essa pesquisa mostra a situação crítica em que o Brasil se encontra com seu elevado número de marginais.

Ademais, O trabalho realizado no Rio de Janeiro, pela autora Miriam Müller, denominado “Se já é difícil, imagina para mim…” aponta que o problema dos jovens nem-nem, pode ameaçar a produtividade e o crescimento econômico a longo prazo. De fato, já que com o passar do tempo, a fim de manter o equilibrio economico, há a necessidade de preencher a vaga deixada pelos aposentados, por uma nova leva mais jovem. Além disso, como os nem-nem não estão aptos a preencher essas vagas, um deficit econômico é iminente.

Contudo, é evidente a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil. E para isso, é vital que a juventude seja melhor preparada para o mercado de trabalho e incentivada a estudar e se especializar. Portanto, o governo deve investir mais na área da educação, com a finalidade de incentivar a entrada dos jovens na economia brasileira, assim diminuindo a quantidade de jovens nem-nems e preenchendo o deficit antes visto.