A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 21/03/2020
O texto da constituiçao de 1988 aponta os sujeitos responsáveis pela introduçao e permanência das crianças nas escolas. Segundo a constituiçao cidadã, é dever do Estado e da familia com a contribuiçao da sociedade a educaçao das crianças brasileiras. Tal educaçao tem como objetivo o desenvolvimento da personalidade, a preparaçao para vida em sociedade e a qualificação para o trabalho. Metas que, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nao estão sendo alcançadas. Pois 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam. Resultado, ainda conforme a pesquisa, de problemas com habilidades cognitivas e socioemocionais, falta de políticas públicas, obrigações familiares com parentes e filhos, entre outros. Diante desse cenário, evidencia-se a violaçao de direitos exercida por quem deveria se responsabilizar pela autonomia e pela contruçao de um futuro promissor para cada jovem brasileiro.
O capitalismo,além de promover uma nova relaçao do homem com a produçao, produziu um novo modelo de relaçao familiar. O pai, antes, responsavel pelo sustento da casa, recebeu a companhia da esposa e, em alguns lares, também mãe. O que resultou na entrega dos filhos para que um terceiro, cuide da formaçao da criança. Por vezes, essa pessoa era alguem proximo que possuia uma relaçao de afeto. Neste caso os prejuizos da falta da mãe é minimizado. Em outros casos a relaçao é mediada pela responsabilidade profissional, incapaz de influenciar a criança. Nesse contexto, observa-se o prejuizo emocional e cognitivo que a falta dos pais, especialmente a mãe, produz nos filhos.
Necessidades que a sociedade não pode suprir, alias, a própria possui a sua parcela de responsabilidade diante da ociosidade dos jovens. Reprodutora de mazelas incorporadas no periodo colonial, ela aprendeu a valorizar os recursos materiais e pessoais da metropole. situação que impede um olhar solidário para o jovem que batalha por um emprego ou oportunidade de estudo.
Falta de solidariedade influenciada tambem pela inatividade do Estado. Segundo o Ipea, em pesquisa já citada, as razões para a não introduçao do jovem no estudo ou no mercado de trabalho é a escasses de politicas públicas. Mecanismos que sejam eficientes para preparar as condiçoes para o estudo e, consequente, integraçao ao mercado de trabalho.
Diante das situações apresentadas, espera-se, portanto, que o texto da constituiçáo possa refletir na realidade de cada criança brasileira. Assim, através de atitudes responsaveis do Estado, familia e sociedade, os direitos do cidadão em desenvolvimento possa ser garantido, resultando em objetivos constitucionais e educacionais alcançados.