A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/12/2020

“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista inglês Isaac Newton pode ser facilmente identificada tendo em vista o Combate as elevadas taxas da geração “Nem-Nem”, referência ao jovens que nem trabalham, nem estudam. Cenário que é agravado por concentrar barreiras sociais e escassez de medidas para sua erradicação. Assim< torna-se claro que esse questão se origina na normatividade dessa situação em âmbito nacional. Desse modo, atuam agravando o quadro central não só a desigualdade social como também a carência de investimentos no setor da educação, ciência e tecnologia.

Portanto, o agravamento do desemprego se dá, devido ao recesso econômico, precarização dos empregos, necessidade de cuidar de filhos e ou parentes, baixas habilidades sociais e cognitivas. Um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA),mostrou que 25% dos jovens brasileiros,que não estão trabalhando nem estudando, em sua maioria são mulheres e pessoas de baixa renda.Tal estudo corrobora com a pesquisa feita pelo sistema nacional de informações penitenciárias (InfoPen), onde 31% da população carcerária é de jovens entre 18 e 24 anos e 51% não possuem nem ensino fundamental completo. É apavorante aonde está sendo revertida tal mão de obra.

Faz-se mister, ainda, salientar a evasão escolar na adolescência, como também nas universidades, devido ao sistema público de  ensino defasado que não prepara os jovens para serem absorvidos pelo mercado de trabalho. A escassez de empregos formais tem fomentado cada vez mais o mercado da informalidade que por sua vez é precário e alimentado as taxas de jovens a margens da lei. Pois, existe o sucatemeanto da educação no nacinal, em vários campos, tanto estrutural, tanto em metódo de ensino não condizente com o cenário atual. De acordo com o economista britânico Sir Arthur Lewis “A educação nunca é despesa, sempre é investimento”. Enquanto isso não for tomado como métrica pelo estado brasileiro o futuro da juventude será mais tenebroso que o atual.

Destarte, indubitavelmente, se fazem necessária medidas para combater a normatividade da geração “Nem-Nem”.Portanto, o ministério da educação (MEC), deve por meio de um amplo debate entre Estado e profissionais da aréa, lançar um plano nacional de reformulação do ensino superior, a fim de que sejam supridas nas faculdades as demandas necessárias ao mercado de trabalho. Por meio de oficinas, com especialistas em inteligência emocional, liderança e espiríto de equipe, para com o intermédio das universidades entre as empresas e os estudantes, estes ingressem em estágios de maneira mais simples para adquirir esperiência. Ademais cabe ao Estado, o repasse eficiente de verbas, para evitar o sucateamento das escolas. Assim o Brasil reverterá tal cenário rapidamente.