A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 30/03/2020

Antes da Revolução Industrial, o trabalho praticado ao longo da vida de uma pessoa seguia, geralmente, o mesmo dos seus ascendentes. Entretanto, desde esse fato histórico até a atualidade, as formas de trabalho modificaram-se e dinamizaram-se bastante, não sendo mais algo quase que predestinado. Nesse contexto, atualmente, vários jovens brasileiros tanto não estudam quanto não trabalham, fato este derivado da falta de capacitação alinhada às novas formas de trabalho do século XXI e que atinge principalmente as pessoas marginalizadas socialmente.

A princípio, deve-se analisar os impactos gerados pela população que não estuda e nem trabalha, conhecida como “nem-nem”. Diante disso, segundo o jornal El País, cerca de 25% dos jovens com idade entre 15 e 29 anos se encaixam nesse grupo. Essa parcela expressiva de pessoas representam pouca ajuda no desenvolvimento econômico do país, o que já representa um fator preocupante, mas também mostram-se vulneráveis do ponto de vista social, pois não possuem para si um modo de se sustentar e acabam entrando na pobreza, ficam mais suscetíveis ao crime etc.

Além disso, tal problemática encontra barreiras nas próprias formas de capacitação ofertadas. Nesse sentido, ainda há uma visão geral muito limitada que automaticamente associa capacitação a cursos universitários, ignorando a necessidade do mercado de técnicos de várias áreas, ou mais ainda, ignora as novas formas de emprego trazidas pela tecnologia como desenvolvedor de sites, marketing digital, produtor de conteúdo web, etc.

Dado o exposto, é necessário que medidas sejam tomadas a fim de resolver esse problema. Por isso, o Ministério da Educação deve fazer uma pesquisa no mercado e avaliar quais as principais habilidades que ele necessita e criar cursos que possam suprir essa necessidade. Após isso, deve-se ofertá-los de acordo com a localidade em que as pessoas estão situadas, ou seja, cursos que tenham aplicação na sua região, a fim de finalmente reduzir o índice de jovens que se encontram ociosos e improdutivos no país.