A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 14/04/2020

A noção de trabalhou sofreu variações ao longo da história, e hoje é considerado a base da sociedade e símbolo de importância global. Entretanto, a atual sociedade brasileira enfrenta problemas no combate aos altos índices de jovens que nem trabalham e nem estudam no país, fenômeno ocasionado pela pouca qualificação e da existência de atividades familiares que impossibilitam o ingresso no mercado de trabalho. Acerca dessa lógica, faz-se necessárias ações das escolas e do poder público para minimizar tal impasse.

Primordialmente, a educação de baixa qualidade se apresenta como principal fator de tal problemática, pois acentua as dificuldades na procura de um emprego. Nessa perspectiva, de acordo com uma pesquisa feita pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, só 1,62% dos estudantes do último ano do ensino médio de 2017 possuem conhecimento adequado de Língua Portuguesa, o que mostra a gravidade da situação nacional. Desse modo, é inadmissível que um país com altas taxas tributárias invista tão pouco em um setor essencial, como é a educação.

Além disso, as atividades domésticas e familiares são responsáveis por tirar da juventude o tempo que deveria ser usado para uma qualificação ou até mesmo do próprio trabalho,tendo em vista que requerem boa parte do tempo disponível diariamente. Nesse viés, segundo o Instituto de pesquisa econômico aplicada (IPEA), 64% dos jovens que não estudam e nem trabalham se dedicam aos cuidados domésticos, o que evidencia a parcela social que poderia ser economicamente ativa. Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas que transformem essa realidade.

Dessarte, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve investir em políticas públicas que melhorem o sistema de ensino, por meio de projetos de leis que promovam tecnologia e infraestrutura para as escolas, incluindo a capacitação dos professores. Além de oferecer cursos profissionalizantes aos alunos interessados. Esperam-se, com isso, uma melhor qualificação dos jovens e diminuição do desemprego desse grupo.