A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 07/04/2020

Ao final do século XX, a entrada em uma faculdade logo após o colegial começou a ser o almejado pela juventude. Nenhum jovem queria passar pelo trabalho braçal que seus pais tiveram. Todavia, eles não imaginavam a insuficiência de vagas ou o empecilho da condição financeira. Nesse cenário, surgiram o termo “jovens nem-nem” que não trabalham e nem estudam. Porém, essa passividade gera consequências tanto ao país, como a essa geração.

A priori, vale ressaltar que o incentivo a educação no país vem melhorando, como o Sistema de Seleção Unificada (SISU), que facilitou a entrada na universidade. No entanto, por mais que o Governo Federal tenham realmente unificado a maioria das faculdades, ele não disponibilizou vagas suficientes. Em decorrência disso, o jovem que não consegue adentrar em um curso superior, também não consegue concorrer a vagas de empregos que necessitam de especialização. Por causa desse quadro, muitos jovens acabam entrando na criminalidade, por ser um caminho que trás lucros mais rápidos. Dessa forma, aumentam os índices de violência e de desemprego no país.

Além disso, segundo a psicanalista Sara Kislano, os indivíduos de 15 a 25 anos passam pela transição da adolescência para a idade adulta, momento em que estão em busca busca de uma identidade, por isso uma quebra nessa expectativa pode desencadear problemas psicológicos. Essas doenças podem ser depressão, estresses crônicos e ansiedade, que pioram nessa faixa etária por não terem conquistado algo e ainda não conseguirem enxergar um futuro bem sucedido.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esse quadro de “jovens nem-nem”. Para isso, o Ministério da Educação pode condensar as cargas horárias dos cursos integrais somente para um período. Dessa forma, o jovem ficaria livre para trabalhar em um estágio remunerado no outro período, o que ainda possibilitaria abrir mais vagas na faculdade. Assim, diminuir as consequencias da passividade dessa faixa etária.