A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 09/04/2020
No Brasil hodierno, é evidente a presença da geração “nem-nem”, ou seja, jovens que nem trabalham nem estudam. Isso se deve à má qualidade da educação brasileira e ao descaso do Governo para com a população mais pobre, acarretando o aumento da criminalidade e, a longo prazo, o consequente envelhecimento do grupo economicamente ativo, o qual poderá levar a nação a uma estagnação do desenvolvimento, destacando a necessidade do seu combate.
No contexto governamental, a aprovação da reforma da Previdência é um fator agravante no que concerne à disponibilidade de vagas de emprego para indivíduos principiantes no mercado de trabalho, pois, o aumento do tempo de contribuição para ter acesso à aposentadoria reduz a desocupação de cargos que deveriam ter jovens comandando e manipulando, como educação, saúde e segurança, gerando uma baixa perspectiva profissional nesse contingente e levando muitos a adentrar o mundo do crime, por ser a opção mais próxima de suas realidades, sobretudo as periféricas, e ser o caminho mais rápido para conseguir dinheiro e atender suas necessidades básicas.
No contexto educacional, especialmente nos ensinos fundamental e médio, notam-se falhas no acolhimento dos jovens denunciadas na evasão escolar e nas notas baixas em comparação com outros países, como mostra o Programa Internacional de Avaliação de Alunos, no qual o Brasil ocupa a 57ª posição entre 79 países. Tal deficiência dificulta o acesso dos jovens adultos à vida acadêmica e, por conseguinte, a capacitação necessária para conquistar um emprego. Além disso, o distanciamento da faculdade reduz o número de cérebros engajados em pesquisas de suma importância nas áreas relacionadas à indústria e saúde.
Logo, tendo em vista o efeito retardatário da existência da geração “nem-nem”, percebe-se que é necessário que o Governo Federal crie e amplie vagas de emprego, realizando obras de infraestrutura, como estradas, hospitais e outros equipamentos públicos, que demandem bastante mão de obra com o fito de acolher a parcela populacional que encontra-se vulnerável aos efeitos da reforma da Previdência. Ademais, o Ministério da Educação deve investir em escolas regulares e técnicas com o escopo de aumentar o número de estudantes. Dessa forma, o país irá apresentar mais inclusão econômica e combaterá a ociosidade juvenil.