A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 25/04/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. Os famosos versos do poeta Carlos Drummond de Andrade ilustra de forma metafórica os empecilhos que impedem estabelecer uma nação harmônica e desenvolvida. Análogo a essa premissa, é evidente que a dificuldade de combater os altos índices de jovens que não estudam e nem trabalham representa um entrave para o progresso da sociedade brasileira, seja pela negligência do poder público, seja pelo descaso das instituições educacionais. Nesse viés, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar esse impasse.

Mormente, é válido ressaltar que o desmazelo do Governo Federal contribui para a persistência do infortúnio. Nessas perspectivas, conforme o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Entretanto, esse fato não ocorre no contexto nacional, haja vista a ausência de políticas públicas que possibilitem a inserção e a permanência de jovens nas escolas. Dessa forma, tal realidade reflete na precária formação educacional e a dificuldade de adentrar no mercado de trabalho. É, pois, inadmissível que em um País com altas taxas tributárias impostas ao cidadão brasileiro, o Estado não invista financeiramente para alterar essa realidade.

Outrossim, também dão subterfúgios ao quadro vigente o deficitário sistema educacional. Nesse âmbito, segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Contudo, a precariedade do sistema público de educação brasileiro dificulta a expansão do papel transformador dela, haja vista que os centros educacionais não possibilitam a plena formação dos cidadãos para inseri-los no mercado de trabalho. Dessa forma, a falta de investimentos nas escolas, por parte do Governo, acaba desestimulando os jovens a permanecerem nesse ambiente, influenciando diretamente na vida profissional.

Portanto, faz-se imprescindível a adoção de medidas atenuantes ao entrave abordado. Desse modo, concerne ao Governo Federal, realizar investimentos nos centros educacionais, por meio da expansão de cursos técnicos e de escolas profissionalizantes, bem como a concessão de auxílios estudantis para alunos vulneráveis economicamente, com o objetivo de garantir uma formação educacional de qualidade e facilitar os jovens adentrarem no mercado de trabalho, além de reduzir os índices de adolescentes que não estudam e nem trabalham. Apenas assim, retirando-se as pedras do meio do caminho, pode-se garantir o desenvolvimento da sociedade brasileira.