A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 31/05/2020
A constituição Federal, de 1988, prevê a todo cidadão o direito a educação, igualdade e ao bem-estar social. No Brasil, entretanto, o precário serviço de educação pública e a evasão escolar, impede que uma parcela da sociedade desfrute de tal direito constitucional. Nesse contexto, convém analisarmos as principais causas e consequências e possível forma de combater esse fenômeno.
A priori, é importante destacar a falta de capacitação dos jovens, já que grande maioria estudam em escolas públicas onde o ensino está cada vez mais precário, consequentemente essa parcela por ser de baixa renda não tem condições de ingressar num ensino superior, faltando em si a capacitação necessária para ser inserido no mercado de trabalho. A falta de capacitação e experiência dos mesmo forma cada vez mais trabalhos informais e isentos de direitos trabalhistas.
Além disso, a evasão escolar tem se tornado cada vez maior, já que muitos desses jovens precisam ajudar ou assumir a subsistência familiar, segundo Michel Foucault, filosofo do século XX alguns temas são silenciados na sociedade com objetivos pré determinados, e um deles é a questão do trabalho informal que só beneficia ao empregador.
Portanto, para que a prescrições constitucionais não sejam apenas teorias, mas se tornem medida prática, o Governo Federal deve destinar e ampliar investimentos a educação superior por meio de projetos sociais que promovam o ingresso de jovens e adultos de baixa renda ao ensino superior, como também por em práticas politicas públicas que incentive e amparem jovens de baixa renda a concluir o ensino médio, para que não ocorra posteriormente o abandono escolar para ingressar em trabalhos informais, e então constatar o que Immanuel Kant, filósofo alemão disse, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”.