A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/11/2020

Conforme estudos do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam. Esses dados demonstram que os índices de desemprego e a lacuna educacional só aumentam entre os jovens, por isso a necessidade de combater tais índices. Desse modo, o problema prevalece devido a dois fatores, a falta de oportunidade e a ausência de capital.

Primeiramente, é importante ressaltar a falta de oportunidade para essa deficiência na sociedade brasileira. Segundo John Locke, o ser humano é uma folha em branco que, de acordo com o que se vive, vai sendo preenchida, e forma uma bagagem de conhecimentos e aptidões. Sob esse viés, os jovens não tem experiência no mercado de trabalho, e pelo fato de não possuírem um currículo brilhante não são taxados para trabalhar. Ademais, a falta de programas eficientes e empresas que insiram os jovens no mercado laboral só agrava a situação.

Vale também ressaltar, a falta de dinheiro como fator agravante da problemática. Consoante o conceito de meritocracia, pode ser dada como um sistema de gestão que considera o merecimento como a principal característica para atingir o sucesso.  Contudo, é incoerente, visto que os jovens de famílias menos favorecidas não possuem mecanismos suficientes para atingirem a ascensão social e possuírem mais conhecimento. Por exemplo, capital para adquirir cursos profissionalizantes, livros didáticos e escolas particulares, que possuem valores absurdos, e não são de fácil acesso.

Depreende-se, portanto, que os altos índices de jovens que não trabalham e nem estudam necessitam ser combatidos. O Governo Federal, deve criar um projeto de inclusão de jovens em empresas e cursos profissionalizantes. Essa ação deve ser feita por meio do investimento em infraestrutura para a construção de prédios que possam ser usados para cursos gratuitos em diferentes áreas. Ademais, o Governo deve pressionar as empresas a contratarem adolescentes sem experiência e  adequar as grandes instituições privadas nos programas de jovem aprendiz. Assim, os índices de jovens que não estudam e não trabalham, diminuirão.