A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 03/05/2020
Ocorreu, no ano de 1929, a maior crise econômica da era contemporânea, gerando a demissão em massa de grandes parcelas populacionais dentro dos EUA e outros países do globo. Semelhante anomia social aflige o Brasil atualmente, visto que, devido à falta de professores e estímulo à formação escolar, aliado ao alto índice de concorrência no mercado de trabalho, muitos jovens são forçados a não estudar nem trabalhar. Tal situação é incabível para o desenvolvimento do país e necessita de medidas que auxiliem a circulação saudável de empregos e qualificação profissional na nação.
Primeiramente, é importante comentar o papel da negligência governamental, voltada à educação, para a elevada taxa de evasão escolar dos jovens brasileiros. A esse respeito, de acordo com Paula Campioni, professora e pesquisadora, o principal problema que aflige a educação no Brasil é a falta de estímulos tanto aos jovens desfavorecidos, para a consolidação de sua formação acadêmica, quanto à formação de professores capacitados (devido aos baixos salários médios de 3 mil reais mensais). Sob tal óptica, milhões de jovens não encontram condições favoráveis ao estudo e, por conta disso, preferem sair da escola e procurar melhores oportunidades no mercado de trabalho. Essa problemática pode ser comprovada ao se analisar os 6,3 milhões de cidadãos brasileiros que não completaram o ensino superior e merece ser remediada o quanto antes.
Ademais, vale ressaltar o desemprego estrutural vigente no século XXI, atrelado a evasão escolar, como agente ao aumento de jovens sem emprego e estudos. Acerca dessa perspectiva, com a consolidação da Terceira e Quarta Revolução Industrial, diversas maquinarias dominaram os setores primário e terciário da economia (extração e industria). Dessa forma, com a sobrecarga no setor terciário, a demanda por emprego entre os brasileiros alcançou patamares gigantescos e as exigências de capacitação profissional passaram a exigir maiores taxas de formação escolar. Com isso, considerando a elevada taxa de abandono escolar, milhões de jovens brasileiros não obtêm uma boa escolarização e, devido à isso, ficam estagnados no mercado de trabalho.
De acordo com os fatos discorridos, percebe-se a necessidade de melhorias no setor educacional brasileiro. Para tanto, o Ministério da Educação, aliado ao Poder Executivo, deve estimular o estudo pelos jovens e a capacitação de mais professores, por meio de investimentos nos setores de infraestrutura das escolas - principalmente localizadas nas regiões mais necessitadas, como no Nordeste brasileiro - e no aumento dos salários dos profissionais da educação em 1,5 mil reais. Dessa maneira, os cidadãos brasileiros terão melhores condições e vontade de estudar, assim como haverá o crescimento no número de professores, possibilitando que a situação similares a de 1929 não retornem.