A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 03/05/2020

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de 70% dos jovens brasileiros possuem ocupações, porém há uma parcela que nem estuda nem trabalha. Nesse sentido, surge a problemática da ‘‘geração nem-nem’’ à realidade do país, seja pela desigualdade de gênero, seja pela crise econômica.

Em primeira análise, a carência instrucional no combate à gravidez precoce e a estereotipação advinda desta. Na obra cinematográfica ’’ Simplesmente Acontece ‘’, a personagem Rosie engravida ao final do ensino médio sem preparo emocional ou financeiro, pois o pai da criança ao receber a notícia  da gravidez, logo a abandona o que viabiliza não só sua desistência da universidade, como também a busca por emprego. Tal conjuntura foge à ficção, visto que as mulheres são socialmente ‘‘destinadas’’ a serem verdadeiras donas de casa responsáveis por cuidar e zelar das crianças, desmotivando - as de uma próspera ascendência profissional, enquanto os homens são isentos de suas responsabilidades.

Cabe reconhecer, no entanto, que o desemprego estrutural entre os jovens corrobora para a situação econômica vigente e as limitações resultadas por esta. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir, mas também de pensar, dotada de exterioridade,generalidade e coercitividade. Seguindo esse raciocínio, a inocupação impede a concentração de recursos aquisitivos o qual, por muitas vezes, é a renda necessária para custear o ensino desses indivíduos, levando - os a compor o cenário de abandono universitário. Isso, dificulta não só o desenvolvimento acadêmico dos supracitados, mas ainda o avanço social e educacional do país.

Evidencia - se, portanto, que há entraves quanto à educação, tendo o desemprego como fato social. Cabe ao Ministério da Educação investir em ações educativas, cujas transponham o campo biomédico para compreenderem o processo vivenciado pela adolescência, além de fomentarem os questionamentos apresentados por estes. Assim como, o Governo deve investir na geração de empregos para a juventude, principalmente para os universitários em débito com suas instituições, para os estimularem a prosseguir com os estudos. Dessa forma, garantir - se - á redução nos índices de jovens que nem estudam nem trabalham.