A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 11/05/2020

Realidade cinematográfica

No filme “Dias sem fim”, estreado pela Netflix, é retratada a história de Jahkor, um jovem negro americano de 17 anos que cresceu e viveu na cidade de Oakland, e que por causa de suas decisões em seguir no mundo do crime, acabou não concluindo os estudos e nem conseguindo uma fonte de renda legalizada. Entretanto, distanciando-se das cenas de longa-metragem os altos índices de jovens que nem estudam, nem trabalham é também uma preocupante realidade no Brasil, sendo ainda ocasionada pela histórica desigualdade social e pela omissão do Estado. Nessa lógica, para que se combata os impasses que prejudica a vida educacional e financeira da juventude, são essenciais ações governamentais e educacionais.

Em primeiro lugar, deve-se salientar que a hostilidade social iniciada no século XVI gerou consequências negativas para a sociedade brasileira. Sob tal ótica, durante a colonização portuguesa, somente a classe nobre possuía o acesso à educação. Analogamente, no Brasil, a incoerente realidade ainda se perpetua, na qual muitas famílias de alto poder aquisitivo, possuem uma maior facilidade a educação e com isso acabam se tornando mais preparadas e qualificadas pra o mundo profissional, diferenciando-se do resto da juventude subjugada que não possui o mesmo privilégio. Em síntese, o pouco acesso ao meio educacional gera jovens sem preparação para possuir um emprego.

De outra parte, cabe ressaltar que a negligência do governo em assegurar uma educação de qualidade, dá lugar a uma falta de qualificação dos jovens ao mercado de trabalho. Segundo, a Carta Magna de 1988, no seu artigo 205, se prevê o direito a uma educação de qualidade a todos para a integração dos cidadãos ao ramo do trabalho. Similarmente, a teoria prevista para a real qualificação do profissionalismo juvenil no país para o mundo trabalhista, na atualidade, é falha na prática, sendo gerada por uma falha constitucional do Poder Público. Dessa forma, enquanto a constituição for negligente em garantir os reais direitos, o Brasil nunca será um país de real desenvolvimento econômico.

Torna-se compreensível, portanto, a utilidade de se combater o problema dos jovens que nem estudam e nem trabalham. Logo, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério do Trabalho, poderão realizar projetos em instituições de ensinos, agregando a grade escolar, por meio de cursos profissionalizantes — ou técnicos-, de informática e de enfermagem, por exemplo, afim de trabalhar no investimento igualitário ao acesso à educação e promover uma melhor qualificação profissional para o pleno desenvolvimento de diversas áreas de trabalho do país. Sendo assim, o impasse será solucionado e a realidade abordada pelo filme do jovem jahkon será uma realidade oposta para os jovens brasileiros.