A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 08/06/2020

Durante a Era Vargas, o presidente Getúlio ampliou as leis trabalhistas e investiu no treinamento de professores a fim de melhorar as condições de ofício e educação no País e abranger seus alcances para toda a população. Entretanto, apesar do avanços da época, percebe‐se que muitos problemas cercam emprego e ensino no Brasil. A exemplo, vale destacar os altos índices de jovens brasileiros que nem estudam e nem trabalham. Logo, visto que o dilema possui graves efeitos e razões inadmissíveis, é preciso que o cenário seja reformulado a partir de ações sinérgicas entre família e governo.

Sob essa ótica, o sociólogo Émile Durkheim afirma que um simples fato, quando realizado em intenso exagero, pode ocasionar um desequilíbrio na sociedade. Em consonância  a isso, pode‐se afirmar que, caso o quadro não seja reestruturado, consequências poderão se agravar e tomar maiores proporções.  A priori, é crucial ressaltar que o impasse resulta em problemas coletivos, uma vez que, além de colaborar para a perpetuação da desigualdade social, provoca uma espécie de estagnação do mercado de trabalho acarretando uma deficiência de inovações. Por outro lado, pode gerar também questões individuais, dado que agrava a falta de expectativas futuras do indivíduo. Logo, urge que atitudes sejam tomadas com o fito de reverter a adversidade.

Por esse prisma, Stefan Zweig escreveu a obra “Brasil, País do Futuro” ao se impressionar com o potencial desa nação em meados do século XX. Contudo, ao se analisar o número de jovens desocupados no País, observa‐se que o ideal de Zweig não é percebido na prática. Nesse sentido, diversos são os fatores que dificultam a resolução da problemática. Primeiramente, nota‐se que o Estado, ao mesmo tempo que pouco incentiva os jovens a se dedicar para a vida escolar e profissional,  oferece poucos investimentos para universidades, situação desanimadora para os que buscam perspectivas de futuro. Em segundo lugar, as próprias famílias muitas vezes, ao obrigar o indivíduo a se dedicar a atividades domésticas, dificultam sua inserção ativa no corpo coletivo. Diante disso, reafirma‐se a tese de que a cooperação de diferentes atores sociais é indispensável.

Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse acerca dos altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo incentivá‐los a estudar e se qualificar profissionalmente, o que deve ser feito por meio de investimentos em pequisas universitárias, como observado em faculdades paulistas nas pesquisas sobre o novo coronavírus. Tal ação deve ser realizada a fim de cooperar com a  incorporação de jovens no contingente profissional do País. Por sua vez, a família deve apoiar os indivíduos na procura por conhecimento e melhores condições de vida. Desse modo, espera‐se que a problemática seja mitigada e que os esforços de Vargas sejam honrados.