A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 15/05/2020

Segundo o filósofo grego Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”. Contudo, essa não é a realidade de muitos jovens brasileiros, haja vista que uma parcela deles nem estuda nem trabalha. Assim, hão de ser analisados alguns fatores, com o fito de mitigá-los e solucionar tal impasse.

Nesse sentido, o precário ensino oferecido pelas escolas públicas evidencia a existência do problema. Acerca disso, é válido destacar que, de acordo com o pensamento do filósofo inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir a harmonia social. Entretanto, isso não ocorre no País, uma vez que, devido às estruturas sucateadas, à base curricular deficiente e ao método de ensino defasado, muitos adolescentes abandonam os estudos e, consequentemente, não conseguem trabalhos que proporcionam qualidade de vida. Logo, torna-se árduo reverter a situação.

Outrossim, a desvalorização do conhecimento também agrava a problemática. Nesse viés, é pertinente salientar que, consoante as ideias do sociólogo Émile Durkheim, o meio no qual o homem está inserido define o seu comportamento. Desse modo, a má remuneração dos indivíduos ocasiona desestímulo em relação ao investimento no ensino superior, visto que a diferença salarial entre os que possuem mais e menos graduações é mínimo. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Dessa forma, para melhorar o ensino das escolas públicas, urge que o Estado, mediante maiores investimentos na infraestrutura, na capacitação dos profissionais e na pesquisa de estratégias de ensino eficientes, não apenas reformule o modo de transmitir conhecimento, mas também selecione melhor as matrizes curriculares, com o intuito de diminuir a evasão e aumentar a qualidade das escolas brasileiras. Ademais, é importante que o Governo, por meio de salários proporcionais ao grau de formação acadêmica, estimule  os indivíduos a investirem em graduações, a fim de elevar o número de ingressos no nível superior. Somente assim, a premissa de Platão se tornará realidade no Brasil e os jovens viverão bem.