A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/05/2020

O romance brasileiro, ricos de amor, retrata a história do herdeiro de uma fábrica de tomates, que adquire destaque na trama pela sua vida “ganha” sem se dispor à estudar e trabalhar. Fora das telas, o cenário é comumente visto no cotidiano dos jovens brasileiros, sejam aqueles pertencentes a camadas mais abastadas ou mais periféricas da sociedade. Desta forma, duas problemáticas precisam ser analisadas, por quais razões tantos jovens não estudam e não trabalham no Brasil e quais às consequências da falta de ocupação para o desenvolvimento pessoal de cada um desses cidadãos.

Sob essa ótica, é importante destacar que, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE- no ano de 2019, relatou que, 23% dos jovens de 15 a 29 anos não trabalham e nem estudam no país. Ademais, dentre às razões que assolam a problemática inicial pode ser destacado a falta de interesse dos jovens no âmbito educacional, tendo em vista que o cenário da educação brasileira se encontra em estado degradante, não é de se espantar que os referentes prefiram procurar emprego do que tentar investir seu tempo em um sistema educacional falho, no que diz respeito ao setor trabalhista do Brasil, é evidente que se encontra em constante desvantagem para aqueles que não possuem uma base curricular ou experiências em determinados setores.

Sob essa perspectiva, a falta de oportunidades que assola 45% da população brasileira, é acometida pelo comodismo dessa parcela e pela falta de expectativas no futuro. Portanto, sob esse viés, é notório que os juvenis acabam seguindo caminhos impróprios e que não somam de forma positiva para o seu desenvolvimento pessoal, por exemplo, a falta de oportunidades os fazem reféns do tráfico de drogas, porque traz a oportunidade de ganhar dinheiro e mudar a perspectiva de duas vidas, pois as drogas que assola uma alta porcentagem de adolescentes, faz o papel do trabalho digno que os mesmos procuram e não conseguem.

Diante dos fatos supracitados, pode-se concluir que o Brasil tem, em sua maior porcentagem populacional, os jovens e ainda sim, são os que possuem menor interesse educacional e maiores faltas nas áreas de trabalho. Portanto, cabe ao Governo Federal com o auxílio de seus ministérios, da educação e do trabalho, a criação de medidas interativas, que estimulem o interesse pela educação e que incentivem o mercado de trabalho a admitirem os jovens que buscam por emprego, com o intuito de gerar novas oportunidades, contribuindo para um desenvolvimento tanto pessoal quanto social ,positivo para os juvenis e por fim, acabar com os altos números de jovens desocupados e que acabam indo por caminhos errados pela falta de atributos e estímulos.