A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 17/05/2020
Realidade cinematográfica
No filme “Dias sem fim”, é retratado a história de Jahkor, um jovem negro americano de 17 anos que cresceu e viveu na cidade de Oakland, e que por causa de suas decisões em seguir no mundo do crime, acabou não concluindo os estudos e nenhuma uma fonte de renda legalizada. Entretanto, distanciando-se das cenas de longa-metragem os altos índices de jovens que nem estudam, nem trabalham é também uma preocupante realidade no Brasil, sendo ainda ocasionada pela histórica desigualdade social e pela omissão do Estado. Nessa lógica, para se combater os impasses que prejudicam a vida educacional e financeira da juventude, são essenciais ações educacionais e governamentais.
Em primeiro lugar, deve-se salientar que a hostilidade social iniciada no século XVI gerou consequências negativas para a sociedade brasileira. Sob tal ótica, durante a colonização portuguesa, somente a classe nobre possuía o acesso de educação. Analogamente, no Brasil, a incoerente realidade ainda se perpetua, na qual muitas famílias de alto poder aquisitivo possuem uma maior facilidade a educação e com isso acabam se tornando mais preparadas e qualificadas para o mundo profissional, diferenciando-se do resto da juventude subjugada que não possui o mesmo privilégio. Em síntese, o pouco acesso ao meio educacional gera jovens sem preparação para possuir um emprego.
De outra parte, cabe ressaltar que a negligência do Governo Federal em não assegurar uma educação produtiva, dá lugar a uma falta de qualificação do mercado de trabalho aos jovens. Segundo, a Carta Magna de 1988, no seu artigo 205, prever-se o direito a um ensino de qualidade a todos, para a integração dos cidadãos ao ramo trabalhista. Similarmente, na atualidade, o cumprimento dessa lei na prática é falho sendo gerado por poucas ações do Poder Jurídico em fiscalizar e fornecer as devidas ações para o cumprimento das teorias constitucionais. Dessa forma, enquanto os direitos previstos da Constituição não forem colocadas em vigor, o Brasil será um país de pouco desenvolvimento social.
Torna-se compreensível, portanto, a utilidade de se combater o problema dos jovens que nem estudam e nem trabalham no país. Logo, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério do Trabalho, poderão realizar projetos em instituições de ensinos, agregando a grade escolar, por meio de variados cursos profissionalizantes – ou técnicos-, de informática e de enfermagem, por exemplo, a fim de trabalhar no investimento igualitário ao acesso á educação e promover uma melhor qualificação profissional para o pleno desenvolvimento de diversas áreas de trabalho do país. Sendo assim, o impasse será solucionado e a realidade abordada pelo filme do jovem Jahkon se tornará uma realidade oposta para os jovens brasileiros.