A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 20/05/2020

Na obra “O Ateneu”, de Raul Pompeia, é retratado o cenário de um internato, no qual os internos possuíam uma rotina precisa de atividades e aprendizados. Contudo, no Brasil, umas significativas parcelas de jovens discrepam da postura dos alunos retratados no livro: não estudam e nem trabalham. De fato, é necessário combater esse tipo de postura na população, visto que ela limita a aprendizagem do adolescente e, consequentemente, dificulta sua entrada no mercado de trabalho. Por isso, o Estado deve propor medidas que promovam a movimentação dessa faixa etária.

Primeiramente, é importante ressaltar que manter os jovens no ócio significa limitar o processo de aprendizagem de tal faixa etária.   Certamente, isso pode ser comprovado ao observar as ideias de Francis Bacon, filosofo, no seu pensamento sobre o homem moderno, ao afirmar que o aprendizado advém do contato com as experiências disponíveis no meio. Isto é, os saberes são diretamente proporcionais às experiências que o ambiente no qual o jovem está proporciona. Assim, como os adolescentes ociosos não frequentam meios educativos e laborais, eles acabam por não adquirirem o nível que sapiência que se espera. Além disso, tal fato é preocupante, já que essa falta de saberes prejudica diretamente a inclusão social dessa parcela na população nos mais diversos âmbitos, como, por exemplo, o ambiente trabalhista.

Factualmente, a falta de experiência tem como consequência a exclusão dessa parcela do povo no meio laboral. Não somente, isso pode ser explicado a partir da observação do contexto trabalhista após o apogeu do neoliberalismo no início do século XX, ou seja, com o êxodo rural, as cidades passaram a contar com uma mão de obra abundante, isto é, muito trabalhador para poucas vagas de emprego. Por conseguinte, o mercado de trabalho passou a selecionar os mais experientes, para aumentar cada vez mais a sua produtividade.

Por isso, os jovens ociosos e inexperientes passam a não conseguir emprego e, consequentemente, possuirão pouca estabilidade financeira. Portanto, visto a necessidade de combater a postura ociosa de parcela dos jovens brasileiros, o Ministério da Educação deve, por meio de propagandas nas redes sociais, promover incentivo à movimentação de faixa etária, a fim de expandir os aprendizados e experiências de tal faixa etária e, como resultado, facilitar a inclusão dessa parte do povo no mercado de trabalho. Ademais tais publicidades devem se dar a partir de vídeos curtos e motivadores, produzidos por publicitários especializados, que façam o jovem querer participar dos ambientes escolares e trabalhistas. Sem dúvida, com essa iniciativa a sociedade possuirá jovens mais engajados, assim como os da obra “Ateneu”.