A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/05/2020

Jogar. Dormir. Navegar nas redes sociais. Ao analisar tais termos, nota-se que esses fazem parte de um ciclo cotidiano imutável dos jovens brasileiros que nem trabalham e nem estudam. Nessa perspectiva, tal realidade deve-se à tímida absorção desses jovens em graduações ou no mercado informal que já é bastante saturado. Nesse viés, tal problemática é reflexo da ausência de educação profissional e graduações de qualidade, o que ocasiona, como consequência, a perda do “bônus demográfico” do Brasil, realidade deve ser combatida.

A priori, é válido ressaltar que a ausência de investimentos na educação é condizente com a Teoria Demográfica Reformista. Dessa maneira, tal teoria afirma que a falta desses investimentos ocasiona o subdesenvolvimento do país, que, no caso do Brasil, é comprovável com os crescentes índices de jovens nem-nem. Assim, é visível que esses jovens, na maioria, não dispõem de escolas ou universidades em sua comunidade, o que gera mais dificuldade em se inserir no mercado de trabalho por falta de qualificação, característica que é bastante requisitada no atual período das tecnologias.       Ademais, há o notável “bônus demográfico” que o país disponibiliza na atual década, fenômeno único na história de um país para seu desenvolvimento. Entretanto, tal bônus não está sendo desfrutado devido à baixa inserção da População Economicamente Ativa no mercado de trabalho, principalmente por não possuir qualificação suficiente, resultante do fracasso nos objetivos de alguns projetos de educação profissional da década passada, como o PRONATEC. Logo, percebe-se que esse déficit educacional ocasiona a perpetuação da população nem-nem e o subdesenvolvimento no Brasil.       Diante do mencionado, percebe-se que há necessidade em combater os crescentes índices desse segmento de jovens. Destarte, é necessário que o Ministério da Educação desenvolva um projeto de qualificação profissional, seja em informática, seja em outros setores econômicos, por meio de instituições que devem ser instaladas em locais com maiores índices da população nem-nem, destinado às pessoas que já concluíram o ensino médio, e para as que não concluíram, realizar a qualificação junto a esse ensino. Dessa forma, tais ações devem ser realizadas com a finalidade de capacitar os jovens, inseri-los no mercado de trabalho e desfrutar do bônus demográfico do Brasil, além de retirá-los do cotidiano cíclico comum entre os nem-nem.