A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 20/05/2020
Na animação “Bob Esponja”, Patrick Estrela, melhor amigo do protagonista, é retratado como uma estrela do mar jovem, que passa a maior parte do seu dia dormindo debaixo de uma pedra, não gosta de trabalhar e não frequenta ambientes acadêmicos. Análogo à série, uma parcela dos jovens brasileiros se encontram ociosos, assim como o personagem –não frequentam as escolas e nem fazem parte do mercado de trabalho-. De fato, é necessário combater esse tipo de postura na população, visto que ela limita a aprendizagem do adolescente e, consequentemente, dificulta sua entrada no mercado de trabalho.
Primeiramente, é importante ressaltar que manter os jovens no ócio significa limitar o processo de aprendizagem de tal faixa etária. Certamente, isso pode ser comprovado ao observar as ideias do filósofo Francis Bacon, no seu pensamento sobre o homem moderno, ao afirmar que o aprendizado advém do contato com as experiências disponíveis no meio. Isto é, os saberes são diretamente proporcionais às experiências que o ambiente no qual o jovem está proporciona. Assim, como os adolescentes ociosos não frequentam meios educativos e laborais, eles acabam por não se tornarem muito experientes e essa falta de saberes prejudica diretamente a inclusão social dessa parcela na população nos mais diversos âmbitos, como, por exemplo, o ambiente trabalhista.
Outrossim, a falta de experiência tem como consequência a exclusão dessa parcela do povo no meio laboral. Decerto, isso pode ser explicado a partir da observação do contexto trabalhista após o apogeu do neoliberalismo no início do século XX, ou seja, com o êxodo rural, as cidades passaram a contar com uma mão de obra abundante, isto é, muito trabalhador para poucas vagas de emprego. Por conseguinte, o mercado de trabalho passou a selecionar os mais experientes para aumentar a sua produtividade. Por isso, a situação dos jovens que nem estudam nem trabalham é alarmante, visto que, inexperientes, não conseguirão emprego.
Portanto, visto a necessidade de combater a postura ociosa de parcela dos jovens brasileiros, o Ministério da Educação deve, por meio de propagandas nas redes sociais, incentivar a movimentação dessa faixa etária, a fim de não limitar os aprendizados e experiências de tal faixa etária e, como resultado, facilitar a inclusão dessa parte do povo no mercado de trabalho. Ademais tais publicidades devem se dar a partir de vídeos curtos e motivadores, produzidos por publicitários especializados, que mostrem aos mais novos a importância de participar dos ambientes acadêmicos e laborais. Desse modo, a sociedade possuirá jovens mais engajados, diferentes do Patrick Estrela retratado na animação.