A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 21/05/2020

No Brasil contemporâneo, há uma parcela considerável da população que está crescendo de forma acelerada: os jovens “nem-nem”, ou seja, aqueles que não estudam nem trabalham. Segundo uma pesquisa do IBGE, em 2018, 11 milhões de jovens brasileiros de 15 a 29 anos não estão ocupados no mercado de trabalho nem estudando, o que gera grandes preocupações quanto ao futuro do país. Diante disso, faz-se necessário ajudar esses jovens e tirá-los da condição “nem-nem”, pois se continuarem aumentando, o Brasil terá sua economia enfraquecida e a desigualdade social aumentada.

Nessa perspectiva, é válido ressaltar que o futuro de um país depende muito das gerações mais novas e do modo que elas irão contribuir para o crescimento econômico da nação. Porém, no caso dos jovens “nem-nem”, há um efeito dominó de problemas para eles e para o Brasil, pois como não estudam, não têm qualificação e não conseguem entrar no mercado de trabalho, logo, sem emprego, ficam fora da População Economicamente Ativa e não geram riquezas para o Produto Interno Bruto, deixando de contribuir para a economia brasileira. Assim, é preciso diminuir o índice de jovens “nem-nem” e evitar um enfraquecimento econômico no Brasil.

Outrossim, a grande quantidade de jovens que não estudam nem trabalham é intensificada por um problema já enraizado na história do Brasil: a desigualdade social. Isto é, são os jovens mais pobres, marginalizados e sem perspectiva de um futuro melhor, pois não têm acesso à uma boa educação e, consequentemente, pouquíssimas chances de conseguir um bom emprego. Nesse contexto, quando Gabriel, o Pensador compõe os versos “Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar/ O cara me pede diploma, num tenho diploma, não pude estudar”, ele representa todos os jovens brasileiros que não trabalham nem estudam por falta de oportunidade, e se nada for feito por eles, o Brasil continuará repleto de desigualdade social.

Portanto, urge que o Estado brasileiro diminua os índices de jovens “nem-nem” e ajude-os a se inserir na sociedade para evitar possíveis problemas. Para tanto, o Ministério da Educação e da Economia devem trabalhar juntos para garantir estudo e emprego a esses jovens, por meio da construção de escolas públicas mais estruturadas e equipadas e do fornecimento de cursos profissionalizantes, via Sebrae, com o fito de prepará-los para o ensino superior e o mercado de trabalho. Ademais, o Ministério dos Direitos Humanos deve ajudar os jovens mais carentes, pela elaboração concreta de programas sociais, a fim de amenizar a desigualdade social. Desse modo, o Brasil irá garantir um futuro melhor para as novas gerações.