A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 26/05/2020
É bastante perceptível a crise vivida pelo Brasil nos últimos anos, a qual deixou o país com cerca de 13 milhões de desempregados, segundo o IBGE. Sendo assim, o cenário a cima criou uma realidade em que muitos jovens não conseguem estudar nem trabalhar. Por consequência, o setor econômico nacional sofre uma perda em sua porção produtiva e previdenciária, o que traz um caráter urgente à resolução da problemática abordada.
Nesse nicho, num espaço temporal de uma década, o Estado brasileiro, ainda que possuindo uma mão de obra qualificada, não criou um ambiente propício ao emprego, uma vez que o investimento tecnológico foi baixíssimo. Dessa forma, os cidadãos que já possuíam alguma condição para trabalhar se encontraram sem oportunidades de exercer seus ofícios e, com isso, além de não possuírem rendas fixas, não dispõem de aparatos financeiros para garantir os estudos. Por conseguinte, essa situação faz do Governo grande causador da persistência do déficit trabalhista e o principal ator na solução do problema, dialogando com o pensamento do jurista contemporâneo Raúl Zaffaroni, o qual atribui, ao poder estatal, parcela da culpa das mazelas que afligem a nação. Ainda assim, uma prova da ocasião é a crescente diminuição do investimento no Ministério de Tecnologia e Inovação desde as presidências do Partido do Trabalhador, como divulga a revista Você S/A.
Logo, aos moldes do pensamento contiano, o qual afirma que cada porção social deve funcionar bem para assegurar um desempenho geral, o desenvolvimento do Brasil é ameaçado, haja vista o crescimento da geração que nem estuda nem trabalha. Tendo isso em mente, o avanço de um contingente jovem chamado de " nem, nem", como visto a cima, cria uma pirâmide demográfica que é larga em sua parte de cidadãos com idade para trabalhar, mas que não dão retorno financeiro ao país.Consequentemente, a renda governamental necessária para sustentar setores como o da saúde e da educação se torna insuficiente e se faz cada vez mais difícil arrecadar dinheiro para o percentual de idosos aposentados, caracterizando uma grande crise previdenciária.
Portanto, é imprescindível ressaltar que o Estado deve disponibilizar mais verbas para o Ministério de Tecnologia e esse, por sua vez, deve gerar mais empregos, por meio da criação de centros de pesquisas e do aumento de concursos para essas áreas. Como também, por intermédio do investimento em universidades, que educam cientificamente os indivíduos e esses mais tarde estarão atuando no setor de inovações tecnológicas. Desse mesmo modo, por meio da criação de propagandas internacionais que convidem cientistas e estudantes para trabalharem no Brasil, a fim de que o país diminua o déficit trabalhista e promova condições de emprego aos seus cidadãos.