A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 25/05/2020
O Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, é um marcador mundial utilizado para avaliar o grau de desenvolvimento humano de um país, ele usa três parâmetros - a educação, a renda e a saúde. A partir dele é realizado um ranking, sendo as primeiras posições os países mais desenvolvidos nos quesitos analisados. Entretanto, o Brasil não as ocupa, ele já ultrapassou a septuagésima, podendo ser uma consequência da geração nem-nem, a qual nem estuda e nem trabalha. Com isso, é importante entender contribuintes para essa geração, como o capitalismo e evasão escolar.
Primeiramente, é de suma importância entender como funciona o sistema econômico predominante internacionalmente, para analisar sua influência na geração nem-nem. A burguesia surgiu na transição da Idade Média para a Idade Moderna, tendo como legado o surgimento do capitalismo. Ele rege a base das atitudes no âmbito empresarial -no qual a busca pela ascensão financeira é imperiosa -, como a tentativa de manter baixos salários. Consoante a isso, o Brasil enfrenta um alto desemprego, mesmo vivenciando o bônus demográfico - período no qual a grande quantidade de jovens ajuda na economia-, já que o desemprego contribui para manter os salários reduzidos, pois sempre haverá alguém para aceitá-los. Logo, o capitalismo favorece o desemprego e a perpetuação da geração em análise.
Ademais, o número de jovens sem emprego formal e que estão sem estudar também é motivado pela evasão escolar. Uma matéria publicada no site da IBGE, em 2019, relacionou a grande evasão escolar com indivíduos de baixa renda, sendo, sobretudo, para o ingresso no mercado de trabalho informal - com intuito de auxiliar na renda familiar. Dessa forma, os jovens, ao abandonarem os estudos, deixam de se capacitar, contribuindo para o desemprego formal. Isso ocorre pela alta competitividade do mercado de trabalho, exigindo mão de obra qualificada, a qual não será preenchida por indivíduos que não concluíram o ensino fundamental e médio. Sendo assim, há a necessidade de diminuir a evasão escolar, com o intuito de diminuir indivíduos jovens sem emprego e sem estudo.
Medidas, portanto, para minimizar a relação existente entre o capitalismo e a evasão escolar na geração nem-nem são necessárias. Assim, os governos estaduais e municipais precisam ampliar o número de empregados públicos, por meio do aumento de concursos, com o afã de diminuir o número de jovens, em idade ativa economicamente, sem emprego - essa medida trará benefícios para além dos jovens, como para a economia local. Além disso, o Governo Federal deve ampliar a capacitação profissional do jovem no ensino médio, por meio da criação de mais escolas técnicas, com o intuito de diminuir a evasão escolar, já que os alunos construirão habilidades que contribuirão para um emprego formal logo após a formação. Desse modo, o Brasil poderá adquirir uma melhor classificação no IDH.