A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 25/05/2020

Com a consolidação do Regime Republicano e o desenvolvimento indústrial do Brasil no século XX, por causa desses acontecimentos não só trouxeram benefícios econômicos como aumento de renda e empregabilidade, mas também melhoras sociais como o aumento nos índices de alfabetização, além das crescentes taxas de natalidade. Entretanto, conforme os dados mencionados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), ocorreu uma elevação nas taxas de jovens que não estudam e nem trabalham. Isso se evidencia não só pela falta de políticas públicas, mas também pelos agravantes socioeconômicos.

Em primeiro lugar, torna-se evidente os fatores emergentes responsáveis pelo aumento nos índices ocasionados pela geração ’’ nem-nem ‘’, tendo em vista os relatórios noticiados, por meio do Ministério da Economia ( ME ), tais como a falta de programas sociais, em adição com as carências nas infraestruturas de ensino e a ineficiência da gestão pública. Contudo, a ausência de políticas públicas tem contribuído para o aumento de casos de indivíduos que não possuem nenhuma ocupação na sociedade. Correlativo a esse fato, é de suma importância observar a perspectiva do social democrata Ferdinand Lassale, segundo o político, é dever do Estado garantir reformas econômicas e sociais.

Em segundo lugar, de acordo com Jean-Jacques Rousseau que aborda os problemas socioeconômicos em sua obra ’’ Discurso sobre a origem e os fundamentos da desingualdade entre os homens ’’ em uma condição: A física ou natural, que é estabelecida por fatores como idade, condições de saúde, ambientes remotos e precários. Em concordância com os fatos mencionados, vale ressaltar que inúmeros pessoas apresentam problemas socioeconômicas que acentua os índices de indivíduos que não trabalham e nem estudam, isto é a ruralização, o que proporciona grandes deslocamentos, além da responsabilidade de cuidados exercidos sobre os filhos e parentes, assim como limitações físicas e mentais.

Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Economia ( ME ) em concomitância com os governos locais abordem estratégias que visam diminuir os índices de jovens sem nenhuma ocupação, por meio de repasse de verbas, além de definir planos de contigência como construir e oferecer reformas estruturais nas instituições de ensino, desenvolver programas sociais de capitação técnica, com a finalidade de oferecer instrução técnica para o mercado de trabalho. Ademais, as Assembleias Legislativas poderia promover um projeto de lei que atendesse todos os jovens necessitados, isto é cuidadores, portadores de problemas físicos e mentais, por intermédio de um auxílio financeiro, com objetivo de garantir à renda familiar e amenizar os problemas socioeconômicos.