A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 04/06/2020
Na contemporaneidade, percebe-se que o estudo e o trabalho são os pilares econômicos do mundo. Isso se deve, sobretudo, ao avanço do capitalismo para a quarta revolução industrial, que exige cada vez mais mão de obra qualificada. Porém, o aumento de jovens que nem estudam e nem trabalham é muito grave, pois isso amplia as desigualdades sociais e ameaça o crescimento do país. Logo, é imprescindível criar medidas que visem o enfrentamento dessa questão por meio de políticas públicas e projetos na área da educação.
Nesse contexto, o filósofo alemão Karl Marx - em sua teoria do materialismo histórico- tratou da grande importância do trabalho na formação do indivíduo. Acerca dessa lógica, não estar inserido no mercado de trabalho e nem no processo de qualificação para entrar nele, por meio do estudo, é altamente prejudicial ao desenvolvimento dos jovens, pois eles ficam à margem do processo de afirmação social, rotulados como preguiçosos e privados de recursos para suprir suas necessidades, essa situação acresce as desigualdades sociais. Isso é causado pelo baixo investimento público em formação qualitativa que capacite e direcione os jovens às novas demandas do mercado. Logo, é necessário maior protagonismo por parte dos governantes.
Além disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o setor de serviços representa pelo menos 75% do Produto Interno Bruto. Isso revela a necessidade econômica do trabalho remunerado para geração de riqueza no país. No entanto, a não adesão de jovens aos processos formativos e produtivos ameaça o crescimento econômico do país, já que o futuro da força produtiva depende da evolução da mão de obra qualificada. Essa situação advém,muitas vezes, das obrigações domésticas que alguns jovens têm desde cedo e da baixa remuneração dos trabalhos formais, que torna esse caminho pouco atrativo. Faz-se premente, pois, projetos capazes de mudar essa situação.
Desse modo, o Ministério da educação- por meio do aumento de escolas técnicas de tempo integral- possibilitado por um alinhamento entre o governo federal e os governos estaduais e municipais, devem investir no preparo da juventude para o mercado de trabalho, com o fito de qualificar agregar valor a mão de obra dos jovens. Ademais, as ecolas e as universidades devem oferecer bolsas de estudo remuneradas aos alunos para dar condições de dedicação exclusiva ao aprendizado, tornando esse processo mais atrativo. Dessa maneira, será possível dissociar a atual conjuntura, aproximando-se dos ideiais de Karl Marx.