A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 30/05/2020
De acordo com o filósofo prussiano Emmanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, e isso se prova pelo alarmante índice de jovens brasileiros que não trabalham e não estudam, pois tiveram uma educação incompleta e precária, além de estarem inseridos em um contexto de relações de gênero desigual. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a maioria dos jovens “nem-nem” (que não trabalham e não estudam), de nove países da América Latina e Caribe são mulheres de baixa renda. Essa situação pode ser explicada pelo aprendizado limitado que as mulheres podiam ter no século XIX, pois a educação delas se restringia a atividades que fossem úteis no ambiente doméstico, desprovidas de valor no mercado de trabalho da época, ou seja, nem estudando nem trabalhando.
Cabe ressaltar, em segundo plano, que para combater o alto índice de 23% dos jovens brasileiros “nem-nem”, segundo dados do Ipea, é necessário qualifica-lós através de uma educação de qualidade para que consigam ingressar em cursos superiores e oportunidades de empregos dignos aparecem. Nessa conjuntura, prova-se que o país não oferece uma educação adequada, pois de acordo com o ranking (2014) da educação de 36 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ocupa a penúltima colocação.
Portanto, o Governo deve reverter esse alto índice da juventude que não colabora com o desenvolvimento do país, por meio da implantação de uma educação gratuita de qualidade para todos, através do aumento do orçamento destinado à educação. Ademais, o Ministério da Educação deve realizar campanhas midiáticas que incentivem as mulheres do futuro a buscarem educação que as qualifiquem e assim possam mudar a conjuntura machista do século XIX que perdura até hoje. Espera-se, com isso, diminuir o alto índice de jovens “nem-nem” no Brasil.