A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 04/06/2020

De acordo com o IBGE,25% da população brasileira é composta por jovens.Apesar disso,no convívio social atual,diversos são os desafios enfrentados por esses indivíduos,uma vez que há o crescimento de jovens que nem estudam nem trabalham no País.Esse panorama aflitivo incita uma ação expressiva do Estado e da sociedade civil,em prol de oferecer uma melhor qualidade de vida a esse cidadãos e combater as consequências econômicas e sociais.

Efetivamente,a Constituição de 1988 e o Estatuto da Juventude garantem aos jovens o acesso à educação e ao trabalho.Entretanto,vê-se que esses instrumentos jurídicos ainda não são suficientes para assegurar tais direitos,uma vez que,segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios(PNAD),os jovens que não trabalham nem estudam já são 20% dos indivíduos desse recorte etário,constituindo a população “nem-nem”.Além disso,conforme o artigo 3º da Carta Magna,um dos objetivos da República é promover o desenvolvimento nacional,o qual está sendo prejudicado pelo cenário econômico e social contemporâneo,visto que aproximadamente metade dos desempregados do País é jovem,indivíduos que representam um quarto do povo brasileiro,assim como foi exposto pelo IBGE.

Ainda sob esse viés,vale ressaltar que,diante da globalização e da Revolução Técnico-Científica,a qualificação profissional se tornou imprescindível para a inserção ao mercado de trabalho.Nesse contexto,apesar de grande parte da população possuir diploma universitário e especializações,não é aceita em diversas empresas,as quais alegam falta de experiência e discriminam os indivíduos por serem jovens.Tal fato está diretamente atrelado à negligência de muitas escolas e famílias quanto a desconstruir esse paradigma cultural de que o jovem não possui conhecimento suficiente para se inserir no mercado de trabalho.

Portanto,é indispensável combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no País.Para tanto,compete ao Governo,mediante o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho,intensificar a divulgação de campanhas que incentivem a população jovem a estudar e a se inserir no mercado de trabalho,com o fito de reduzir a quantidade de indivíduos “nem-nem”.Ademais,cabe às escolas e às famílias,por meio,respectivamente de palestas e diálogos sobre a importância do jovem para o Brasil,combater o preconceito,a fim de que esse cidadãos sejam respeitados pela sociedade e tenham seus direitos efetivados.