A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 04/06/2020

Segundo a Constituição Federal aprovada em 1988 no Brasil, todo cidadão têm direito à educação e ao trabalho. Contudo, decorrente de uma ineficácia das políticas públicas destinadas a proporcionar uma formação de qualidade técnica e intelectual aos jovens brasileiros e de uma desproporcionalidade dos investimentos em educação básica e superior, muitos adolescentes encontram-se desempregados e com uma instrução escolar de baixa qualidade.

Em uma primeira análise, é mister evidenciar, que as ações governamentais fadadas à preparação dos discentes para o mercado de trabalho no Brasil não estão sendo eficientes, haja vista que, segundo dados de uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA),  no ano de 2018, cerca de um quarto dos juvenis não trabalham e nem estudam. Nessa ideologia, é indubitável que os privilégios estabelecidos pela Constituição de 88 não se fazem presentes no Brasil contemporâneo.

Por conseguinte, é necessário ressaltar, que segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil investe quatro vezes mais no ensino superior do que no básico. Em virtude disso, esse fato divide a sociedade brasileira em duas bolhas, separando a população que possui recursos para ingressar nas faculdades, obtendo uma instrução de qualidade, e, posteriormente, ocupando os melhores empregos, da parcela pobre que não desfruta desse privilégio.

Em suma, com o intuito de estourar essas bolhas e disponibilizar aos aprendizes uma preparação técnica e científica de qualidade, é imprescindível que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) - mantenedor da ordem, do bem-estar social e do progresso civilizatório - desenvolva, por meio de verbas governamentais, investimentos no desenvolvimento de escolas técnicas, como os Institutos Federais (IFs) ao redor do país. Dessa maneira, almejar-se-ia que os direitos presentes na Constituição de 1988 estejam, verdadeiramente, presentes no cotidiano da nação.