A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 10/06/2020
No limiar do século XXI, a grande quantidade de jovens que nem estudam e nem trabalham, no território brasileiro brasileiro, apresentam uma grave patologia social. Nessa perspectiva, o enorme número de indivíduos desempregados no Brasil, gerando entraves econômicas para o país, e a negligência governamental, por falta de incentivo educacional, ocasionam consequências deletérias à sociedade. Logo, com o escopo de mitigar tais infortúnios, medidas sociais e estatais são fulcrais.
Efetivamente, várias crises econômicas afetaram o Brasil na atualidade, as quais acarretaram situações nefastas no aspecto econômico e, consequentemente, diminuindo o número de empregos formais. Nesse contexto, de acordo com o IBGE, a quantidade de desempregados, no território brasileiro, é de aproximadamente 13 milhões de pessoas, antes da pandemia do COVID-19, e pesquisas feitas pelo Instituto relatam que esse número deve dobrar, por causa do vírus, e, por consequência, dificultando a possibilidade de conseguir um emprego. Nesse panorama, com o advento da Quarta Revolução Industrial e pelo comodismo de famílias que não incentivam os filhos a estudar ou trabalhar, os próprios podem passar por malefícios futuramente, apresentando problemas psicológicos, como ansiedade e depressão. Em face disso, a família deve agir no enfrentamento desse viés.
Ademais, a geração nem-nem, nem estuda e nem trabalha, dificultará a maneira de conseguir um trabalho, uma vez que ele não tem especialidade no ramo e, consequentemente, deve trabalhar informalmente, sem seguros e sem ajuda fiscal do Governo. Nesse sentido, o filósofo Byung-Chul Han relata, no seu livro “Sociedade do Cansaço”, que a sociedade da atualidade é relacionada ao desempenho, posto que um indivíduo terá que trabalhar e estudar mais para conseguir um trabalho, haja vista que as empresas procuram os melhores daquela profissão, com o fito de conseguir um melhor retorno econômico. Dessa forma, pessoas com pouca especialidades serão substituídas, levando as próprias a gerarem empregos informais para se sustentar, equivalendo a uma situação nefasta para a nação. Acerca dessa lógica, o Governo deve intervir nessa mácula social.
Destarte,a família, como instituição formadora de opinião, deve, desde a infância, ensinar os atos corretos para conseguirem um emprego que estabeleça uma estabilidade financeira, por intermédio de conversas e de consultas com psicólogos, mostrando que existem várias formas de trabalharem no mundo hodierno, uma vez que a tecnologia ajudou na criação de bastante formas de trabalho, com o fito de minimizar o número de desempregados. Outrossim, o Governo deve criar cursos e seminários periódicos, relatando a importância do estudo no cenário atual, a fim de diminuir esses efeitos maléficos na economia. Dessa maneira, ajudará várias pessoas a conseguirem estudar e trabalhar no Brasil.