A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Segundo Max Weber, “o trabalho enobrece o homem”. Nessa perspectiva, o filósofo retrata a necessidade do ofício como forma de tornar o indivíduo um cidadão, todavia, existe um grande número de adolescentes brasileiros que fazem parte da População Economicamente Inativa. Aliás, existe uma urgência no combate a essa quantia, responsável, sobretudo, por gerar acréscimos na criminalidade  e nas dívidas. Logo, faz-se crucial a mobilização do Estado e da sociedade na luta contra esse desafio tão adverso para a nação.

De acordo com uma pesquisa do site “Rede Brasil Atual”, cerca 70% dos presos não concluíram a educação básica, 8% terminaram o ensino médio e menos de 1% chegou ao ensino superior. Nesse sentido, é reconhecível a relação entre a pouca escolarização e o aumento da porção de residentes do sistema carcerário, que está diretamente relacionado com crimes e problemas, como a violência. Com isso, é imprescindível que o Governo realize medidas com o fito de suprimir a amplificação dessa contagem infeliz.

Outrossim, segundo pesquisa feita pelo IBGE, cerca de 11 milhões de jovens brasileiros fazem parte da População Economicamente Inativa (PEI), contribuindo, assim, para um agigantamento nas despesas do Brasil, como por exemplo, o rombo do Sistema Previdenciário. Aliás, esse evento também favorece a diminuição de investimentos estrangeiros, já que, com uma grande quantidade de adolescentes participantes do PEI, o país é visto de forma negativa para o surgimento de novos empregos, resultando, na perpetuação dessa realidade. Logo, faz-se necessário a atenção do Estado no combate a essa situação nefasta.

À luz do que foi proposto, a geração nem-nem é um desafio gravíssimo que requer enfrentamento emergencial. Por isso, torna-se imediata a movimentação do Ministério da Educação, no combate a essa geração, por meio de programas educacionais,que incentivem o estudo do jovem, de forma cativante e hodierna, a fim de despertar a atenção do jovem para essa atividade sublime. Ademais, a sociedade deve abrir mais plataformas de oportunidades laboriosas, por meio das redes sociais, com a intenção de facilitar a busca por empregos, tornando-a menos cansativa. Desse modo, como enunciou Weber, o homem poderá trabalhar e alcançar a própria dignidade.