A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 08/06/2020
É fato que no atual cenário brasileiro, milhões de pessoas sofrem com o alto índice de desemprego devido à questão econômica e social. Nesse contexto, observa-se que a partir de problemas familiares, dificuldades cognitivas e desigualdades sociais, boa parte dos jovens da nova geração se mantêm estagnados nos setores trabalhistas e escolares. Em decorrência disso, a problemática torna-se prejudicial à economia e a educação brasileira. Sendo assim, faz-se necessário o combate ao alto índice de jovens que não estudam e nem trabalham.
Em primeira análise, vale ressaltar que a principal causa de adolescentes deixarem os estudos é a falta de recurso que esses possuem, vinculada à pobreza e às desigualdades sociais. Segundo informações do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada, 6,6 milhões de jovens entre 16 e 24 anos não realizam quaisquer atividades curriculares. Além de complicações socioeconômicas, parte da juventude estagnada sofre com problemas familiares, tais como a gravidez precoce e questões psicológicas que se relacionam com a dificuldade de aprendizado e a instabilidade emocional. Dessa forma, a nova geração torna-se alvo de problemas que implicam em uma evasão escolar e trabalhista.
Em segundo lugar, como consequência da imobilização dos jovens que não estudam, pode-se destacar o enfreamento de oportunidades de emprego que gera o colapso na produtividade e no crescimento econômico. O indivíduo que não cumpre os ensinos escolares, dificilmente, inserir-se-á no mercado de trabalho, logo, o mesmo manter-se-á desempregado e sem retorno financeiro. Assim, a geração “nem nem” (nem estuda e nem trabalha) faz parte de uma série de indivíduos que não cumpre seus deveres no círculo social, o que acarreta em um atraso para a economia e a educação no atual panorama brasileiro.
Em suma, nota-se a importância de jovens exercerem seu papel na sociedade, tanto para os estudos quanto para o setor trabalhista. Nesse sentido, para que a sociedade mantenha as atividade curriculares, cabe ao Ministério da Educação criar programas de governo em que psicólogos auxiliem adolescentes com seus obstáculos emocionais e que enfatizem a importância dos estudos, por intermédio de palestras em escolas carentes. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social deve criar subsídios, por meio de recursos escolares, para estudantes de baixa renda e para mulheres que passam por gravidez na adolescência, a fim de que ambos tenham condições de terminarem seus estudos e obterem oportunidades de emprego. Somente assim, a sociedade brasileira poderá desfrutar de uma geração que estude e trabalhe em prol da economia e educação.