A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 11/06/2020

No limiar do século XXI, as formas de estudar e trabalhar evoluíram bastante, no entanto, muitos jovens não trabalham e não estudam no Brasil. Esse senário conduz o país a ficar entre os índices baixos de desenvolvimento, pois a estabilidade permite pouco avanço para a economia. Nota-se que, infelizmente, alguns dos fatores que propícia esse aspecto é a falta de oportunidade e a demasiada quantidade de mulheres desempregadas e longe da escola.

É relevante abordar, primeiramente sobre a falta de oportunidade para a população de classe baixa. De acordo com o Banco Nacional, 11 milhões de jovens entre 19 e 25 anos formam um grupo chamado de “nem-nem”. Ou seja, esses indivíduos estão com suas vidas paradas porque sua condição financeira só permite o uso e adesão do básico para sobreviver e muitas delas moram em cidades sem recursos voltados para a educação. Dessa forma, essa geração não garante boa formação que os deixem no mesmo nível que outras pessoas de mesma idade, isso gera uma elevada desigualdade social.

Outro aspecto a ser abordado é a grande quantidade de mulheres dentro do grupo “nem-nem”. Para ilustrar, o jornal Correio Braziliense informou que enquanto 17,6% dos homens estão presente no conjunto dito anteriormente, mais de 28% das mulheres permanecem nele. Nesse sentido, alguns dos motivos que as incluem nesses dados é a gravidez precoce e a falta de dinheiro, pois elas necessitam cuidar de seus bebês e da casa, enquanto seus pais ou marido trabalham para ajudá-las. Logo, essas criaturas ficam dependentes financeiramente de outras pessoas ao invés de lutar pelos seus objetivos.

Portanto, para que os jovens possam sair das estatísticas do senário anterior, faz-se necessário o Governo Federal criar um programa que contenha diversos cursos técnicos de qualificação profissional que abranja todas as pessoas com baixa renda, com o intuito de aprimorar e enriquecer seus currículos, a fim de direcioná-los rapidamente ao mercado de trabalho. As empresas privadas podem flexibilizar o horário e aderir o “home office” para que suas funcionárias consigam aliar o trabalho aos cuidados com o bebê, assim, podem exercer sua função com eficiência e viver com independência. Assim sendo, a juventude se qualifica, o país alavanca sua economia e se destaca em relação aos demais.