A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 15/06/2020
O estudo para todos é algo recente no país, visto que, ao surgimento das primeiras escolas e universidades, estas eram de exclusiva capacitação à classe burguesa. Opondo-se ao trabalho, que englobava a maioria da população, não deixando a escolha por estudo e qualificação profissional. Tal circunstância corrobora para os atuais jovens que nem estudam e nem trabalham, os chamados jovens “nem-nem”, que se intitulam de tal maneira seja por problemas socioculturais ou mesmo por falta de condições, o que acarretará negativas consequências ao país.
Em primeiro lugar, vinculam-se entre os principais motivos desencadeadores de jovens que nem estudam e nem trabalham, a baixa renda, que ocasiona a não condição de estudo e, consequentemente, procura por trabalho e ajuda financeira à família, as obrigações domésticas como o auxílio em afazeres, problemas sociais, culturais e econômicos, a desigualdade de gênero e desemprego. Nesse sentido, um recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que a porcentagem de jovens na classe de “nem-nem” tem apresentado um significativo aumento, isto é, cerca de 23% dos jovens, ou seja, 47.3 milhões, encontram-se nessa classe, o que solidifica as afirmativas a respeito dos problemas socioculturais enfrentados por muitos jovens que degustam de menor privilégio.
Ademais, a alta taxa de jovens na categoria “nem-nem” pode gerar consequências não desejáveis, uma vez que, por não estarem estudando nem trabalhando alguns podem refugiar-se no consumo de drogas, tornando-se até mesmo viciado. Além do fato de que por não estudarem, tais jovens sofrerão cada vez mais efeitos da desigualdade e hierarquia social, sendo fadados a menores condições. Deste modo, dificultará ainda mais o crescimento econômico e social do país, visto que, a falta de qualificação profissional pode se tornar uma adversidade ao mercado de trabalho em um futuro próximo. Destarte, de acordo com o dramaturgo britânico Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação, ou seja, para que se reduzam os desfavoráveis resultados de tal geração ao país, a insatisfação deve ser adquirida como fonte de mudanças.
Portanto, por ser um problema em crescimento, torna-se necessária a execução de ações em prol da redução da taxa de “nem-nem”, carecendo do auxílio do Governo, destacando o Ministério da Educação, na criação de escolas, universidades e bolsas de pesquisa, por meio do investimento em cotas que diminuam a desigualdade social, aumentem o incentivo a mulheres, criando creches gratuitas, sobretudo promover o aumento do número de empregos, a fim de reduzir o índice de desemprego, formando um país de menor desigualdade social.