A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 14/06/2020

A série norte-americana “Rick and Morty” transmite de forma pessoal a vida de um estudante que sempre foge das aulas para acompanhar seu avô em sua aventuras. Esse por sua vez, é o maior cientista do universo, logo, o neto não é nocivamente prejudicado, pois aprende muito com Rick, seu avô. Fora da ficção, a realidade não é a mesma, visto que a educação está diretamente ligada ao sucesso profissional de um indivíduo, portanto, evidencia-se um desafio a ser superado pela sociedade.

Pode-se dizer, então, que não só a ínfima infraestrutura educacional pública, mas também a participação imperceptível do Estado são as responsáveis pelo cenário descrito.

A priori, é evidente que deve haver a preponderância do ensino na vida de cada brasileiro, porém limitações são recorrentemente  impostas pela contemporaneidade, por exemplo, recursos financeiros, tempo e, consequentemente, a realidade caótica do século XXI. Tais atributos prejudicam integralmente os envolvidos, prova disso, o IDH nacional (Índice de Desenvolvimento Humano) está na 79° posição, o que notifica a fragilidade do ensino brasileiro frente a outras potências mundiais. Sob esse prisma, um dos direitos fundamentais e inalienáveis ao cidadão está em ameaça.

Ademais, é notório o poder de coercividade que a instituição social Estado exerce sobre os moradores de determinada localidade, dessa forma, sem o seu apoio direto, é certo o insucesso de qualquer causa social. Nesse sentido, observa-se os parâmetros atuais da população jovem, de acordo com o World Bank (Banco Mundial), cerca de 11 milhões de brasileiros, entre 19 e 25 anos, participam do grupo “nem-nem”, os quais não trabalham e nem estudam. Assim, é indubitável que as próximas gerações irão sofrer consequências catastróficas por conta do âmbito atual.

Dado o exposto, infere-se que reformulações conjunturais são necessárias acerca do setor educacional e político do país. Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo, instância máxima na criação e aplicação de leis isonômicas, cobrar respostas aos governos de cada estado nacional a respeito das diretrizes educacionais e impor novos projetos trabalhistas aos jovens brasileiros. Esse deve ser feito por meio do fortalecimento financeiro de ONGs (Organizações não Governamentais), que já atuam na inserção de brasileiros menores de 18 anos no mercado de trabalho. Aquela deve ser executada por intermédio de intimidações escritas, que buscam resumir o novo caminho a ser percorrido pela nação. Desse modo, a população mais jovem do Brasil não será prejudicada, assim como na série estrangeira “Rick and Morty”, no entanto, em outras perspectivas.