A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 14/06/2020
Em um contexto Brasileiro atual marcado por crise econômica, considerando a recente pandemia por Corona vírus, verifica-se também outro fator a ser discutido, os jovens nem-nem. Ainda que não inseridos diretamente na economia brasileira, estes indivíduos estão intimamente ligados à educação e a economia do país.
É relevante abordar, primeiramente, que a educação sempre foi uma esfera fragilizada no Brasil, visto a falta de investimentos para esta área, de modo que os grandes afetados são especificamente os jovens estudantes, penalizados com uma má formação crítica e intelectual. Nesse sentido, observa-se a educação como parâmetro inicial, quanto ao combate à geração nem-nem. Como exemplificado pelo célebre educador Paulo Freire - a educação sozinha não transforma a sociedade, contudo, sem ela tampouco a sociedade muda.
Paralelo a isso, cabe analisar também o viés econômico. De acordo com o Índice de Liberdade Econômica instituído pela Heritage Foundation, o Brasil está entre os piores países para abrir uma empresa. Isso é devido a cultura exacerbada de tributações ineficazes e grande burocracia, resultando assim em maiores custos para criação de empresas e baixa oferta de trabalho à população. Nesse âmbito, os jovens já afetados pela má formação educacional ao entrar no mercado de trabalho, encontra diversas dificuldades para obtenção de renda formal, direcionando-se a trabalhos informais. Dessa forma, observa-se a formação de uma cultura de má qualificação profissional e subemprego.
Portanto, conforme inferido no texto cabe ao poder público intensificar o investimento na esfera educacional, através de um replanejamento orçamentário, de forma a gerar principalmente, maiores oportunidades de acesso ao ensino superior, corroborando a uma melhor qualificação profissional da população.
- como os jovens nem nem impactarão na economia quando os adultos estiverem para se aposentar.