A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 29/06/2020
Na década de noventa aconteceu o movimento estudantil brasileiro “caras-pintadas”, um ato politico a favor da democracia, esse evento marcou a história e evidenciava uma juventude ciente do que acontecia a sua volta, no entanto, a geração após essa não seguiu seus passos e hoje sofre com o título de “nem-nem”: nem estuda nem trabalha, e de fato não está presente em nenhum desses setores, sendo assim há a necessidade de enfrentar os altos índices relacionados a essa temática, que tem como consequência uma crise econômica e uma juventude deprimida.
Em primeira instância, no brasil, segundo o jornal ‘El país’, 11 milhões de jovens, quase um quarto da população entre 15 e 29 anos, não estudam nem trabalham, em contra partida a estimativa para a atual força de trabalho diminuir é a partir de 2035, tendo em vista esses dados a situação soa preocupante, pois quando a força de trabalho mais jovem não encontra cargos, afinal uma juventude longe do mercado significa uma não renovação da mão de obra, resultando em uma recessão econômica. Esses altos números são causados por uma discriminação em relação ao gênero e classe social, tendo em vista que o percentual mais alto esta entre mulheres de baixa renda que são obrigadas a permanecer em casa para cuidar da família, ou são desencorajadas a conseguir uma qualificação profissional pelo mesmo motivo.
Em segunda instância, segundo um levantamento do Ministério da Saúde, os atendimentos do SUS a jovens com depressão cresceram 115% em três anos, ou seja, a doença está crescendo entre os jovens, apesar do órgão admitir que o crescimento se deve também pelo aumento de diagnósticos. Sendo a depressão uma doença causada comumente pela ansiedade crônica, fica evidente que os casos de desemprego estimularam esse mal, tendo em vista a ansiedade e o estresse que sofrem muitos indivíduos que, mesmo apos anos desempregado, não consegue nenhuma vaga pelo despreparo profissional e não conseguem esse, muitas vezes, por falta de escolaridade.
Portanto, é clara a necessidade de se combater os altos níveis de casos de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, sendo assim, cabe ao Ministério da mulher, da família e dos direitos humanos reconhecer esse problema como um um problema de gênero e de classe social e oferecer de um curso preparatório gratuito para os vestibulares, em formato de EAD, incentivando mulheres a se emancipar financeiramente, a começar pela procura de uma faculdade. Além disso, compete a empresas aumentarem a o número de contratações de jovens, por meio de programas de aprendizado juvenil, como estágios pagos ou não, para que assim essa geração tenha experiencia e seja tão ciente e preparada para o futuro quanto a anterior.