A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 21/06/2020
Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Economia Aplicada), 2 a cada 10 jovens não estudam e nem trabalham no Brasil. Nessa lógica, identifica-se que a maior parcela dessa população são mulheres. Dessa forma, vê-se que o combate dos altos índices desses adolescentes “nem-nem” no contexto socioeconômico brasileiro correlaciona-se intimamente com a prevenção da gravidez na adolescência e com mudança na abordagem educacional.
Sabe-se que, a metodologia de ensino é tradicional. Em virtude disso, o perfil do aluno não é identificado, e suas habilidades cognitivas não são exploradas. Para exemplificar o supracitado, cita-se um pesquisa da Folha de São Paulo, em que afirma que apenas 10% do conteúdo lido é assimilado pelo aluno. No enteando, quando um conteúdo é vivenciado em uma simulação pode levar o aluno reter até 90% da matéria. Isso demostra, que a educação arcaica precisa ser reformuladas para se adaptar as novas geração, e assim, tornar a escola um lugar interessante, além de desenvolver as habilidades individuais, o que abrirá portas no mercado de trabalho.
Ademais, é importante ressaltar que a maior porcentagem do perfil do jovem “nem-nem”, são meninas e mulheres, desfavorecidas economicamente e com filhos. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), no Brasil, a taxa é de 62 adolescentes grávidas para um grupo de 1000 pessoas. Por conseguinte, essa situação dificulta a manutenção dessas adolescentes na escola e, consequentemente sua maior qualificação para o mercado de trabalho. Dessa forma, percebe-se que medidas educacionais voltada para educação sexual, poderia instruir esses jovens para evitarem a maternidade antes da hora.
Em suma, modificar a abordagem educacional e prevenir a gravidez na adolescência é um complexo desafio hodierno. Para isso, o Ministério da Educação como formulador de pensamento crítico e responsável pela estrutura curricular, deve fornecer aulas de educação sexual e modificar a grade de ensino. Essa ação deve ocorrer através de, qualificação dos professores, para que possam reformular sua didática e, incluir aulas que desenvolvam novas habilidades dos alunos. Só assim, o Brasil tona-se-á uma nação com menos obstáculos para o desenvolvimento intelectual dos futuros jovens.