A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 26/06/2020
Juventude Ociosa
No Brasil, quase 11 milhões de jovens de 15 a 29 anos não estão ocupados no mercado de trabalho e nem estudando ou se qualificando, segundo IBGE. Nesse contexto, a desocupação dos jovens é um grande desafio à manutenção da sociedade brasileira, sobretudo, não só pelo forte impacto no sistema previdenciário, mas também pela manutenção da economia do país. Logo, são necessárias medidas governamentais para combater esse problema.
De fato, devido ao modelo de contribuição, é notória a consonância entre a baixa quantidade de jovens entrando no mercado de trabalho e um sistema previdenciário deficitário. Em relação a isso, com menos jovens entrando no sistema e mais brasileiros se aposentando, o desequilíbrio nas contas tende a aumentar, comprometendo cada vez mais a capacidade da Previdência Social que, em 2018, teve um rombo recorde de R$ 290,2 bilhões, segundo o INSS. Portanto, tal calamidade requer uma intervenção do poder público a fim de garantir os direitos dos cidadãos.
Ademais, os jovens tem a tendência de ser mais produtivos e costuma incorporar tecnologias com mais rapidez, o que fomenta o crescimento econômico do país. Além disso, representam atualmente um quarto da população o que comprova o papel transformador do cenário econômico do Brasil. Assim, o governo deve dar mais atenção a essa situação preocupante.
Destarte, a desocupação dos jovens é um problema grave e precisa ser combatida no Brasil. Para isso, o governo deve amplamente investir no ensino Médio Técnico e nos institutos federais espalhados pelo país, e pontualmente no fomento à disponibilidade de vagas para jovens em busca do primeiro emprego. Desse modo, com essas medidas, nosso país não mais terá uma juventude ociosa.