A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 30/06/2020
Muitos conhecem a famosa frase “O trabalho dignifica o homem” do sociólogo Max Weber , que descreve o trabalho como sendo uma das ações sociais mais nobres presentes na sociedade. Em decorrência dos meios de produção capitalista predominantes no mundo inteiro, as sociedades atuais carecem do trabalho para gerar renda e assim suprirem suas necessidades naturais, sendo o estudo a forma mais efetiva de conseguirem um bom emprego. Entretanto, muitos jovens encontra-se em uma fase problemática da qual não estão trabalhando nem estudando, assim são chamados de “geração nem-nem”.
Nesse sentido, vale ressaltar que 23% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam, sendo um dos índices mais altos entre nove países da América Latina, segundo noções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Além disso, o percentual de jovens desempregados no Brasil é preocupante, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 26,6% das pessoas entre 18 a 24 anos encontram-se sem trabalho. Porém, esse problema não se restringe somente ao Brasil, de acordo com um relatório de 2014 da Organização Internacional do Trabalho, o desemprego entre jovens vem crescendo nos últimos anos, chegando a taxa de 12% de desempregados.
Paralelo a isso, é importante frisar o papel da evasão escolar no processo de precarização e subdesemprego. Consoante dados do Programa das Nações Unidas, o Brasil apresenta a terceira maior taxa de evasão escolar entre os 100 países com maior IDH. Os motivos dos alunos abandonarem seus estudos são diversos, sendo a situação econômica, falta de transporte e interesse as principais causas desta deserção. Consequentemente, entrar no mercado de trabalho torna-se mais difícil para estes adolescentes, aumentando os casos de “nem-nem”.
Em síntese, podemos concluir que a atual geração de jovens sofrem com a falta de estudo e oportunidades de emprego. Logo, cabe ao Governo diminuir estes índices por meio de uma reforma estudantil que vise a qualificação dos estudantes por meio de investimentos escolares, como os realizados durante os mandatos do Partido dos Trabalhadores. Esta proposta tem como finalidade uma maior capacitação dos jovens que se tornarão mais qualificados para o mercado de trabalho.