A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 30/06/2020

Apesar da revolução no mercado de trabalho que tem ficado cada dia mais exigente, um fenômeno que te surgido recentemente são os jovens nem-nem. Estes não trabalho e também não estudam, o que faz com que eles não contribuam pra a economia no país como a população economicamente ativa (PEA).

Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quase um quarto dos jovens brasileiros são nem-nem, sendo maioritariamente composto por mulheres e pessoas de baixa renda. Ainda de acordo com a fonte entre as principais razões para o problema, está a falta de políticas públicas, obrigação com a família e problemas nas habilidades socioemocionais e cognitivas. Entretanto, a mesma pesquisa revelou que dessa parcela de jovens aproximadamente 30% procura emprego e mais de 60%, principalmente mulheres, ocupam-se com trabalhos domésticos e familiares. São apenas 3% que não apresentam nenhum deficiência e que não realizam nenhuma tarefa.

Com isso pode-se inferir que boa parte da razão para a alta porcentagem está na falta de oportunidades. Devido ao mercado de trabalho mais rigoroso e que pede por mais qualificações a cada ano que se passa, pessoas com educação de baixa qualidade encontram dificuldades em encontrar empregos. Além disso, pela maioria de mulheres na área doméstica nota-se o machismo ou pelo menos alguns traços da sociedade patriarcal.

Dessa maneira, nota-se uma clara falta de incentivo a educação e políticas públicas para o combate ao desemprego. Considerar que cursos técnicos podem fazer as pessoa conseguirem empregos e elevar sua renda, o Ministério da Educação deveria disponibilizar cursos técnicos para os alunos mais necessitados e assim também seja diminuída a taxa do desemprego. Da mesma forma uma boa maneira de se incluir mais mulheres no mercado de trabalho são pela divisão de tarefas domésticas mais igualitária e incentivo a educação para mulheres por parte da família.