A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 06/07/2020
No contexto social vigente, o termo “Geração nem-nem”, pode ser definido como à população jovem fora do mercado de trabalho e de instituições de ensino. Dessa forma, é evidente a catástrofe social resultante da displicência cometida pela atual adolescência, como demonstrado no seriado “A Grande Família”, que em diversos episódios retrata a inconsciência do personagem Tuco, em concordância com tal desafio da sociedade brasileira. No entanto, observa-se que essa questão tem ocorrido por irresponsabilidade midiática, além de uma forma de pensar equivocada da juventude hodierna.
Em primeiro plano, deve-se analisar a negligência da mídia como causador do problema. Desse modo, é exequível referir-se ao consenso mundial retinente às elevadas taxas de abandono profissional por parte dos adolescentes, pois segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam, fator que demonstra a escassez de medidas viáveis para solucionar à adversidade. Destarte, em virtude dos meios que divulgam informação enaltecerem um estilo de vida voltado ao desapego com as responsabilidades cidadãs, incentivando a procura de um bem-estar subjetivo, o qual pode ser facilmente alcançado, independente de meios como o esforço e conhecimento. Em decorrência disso, ocorre o desenvolvimento do caso.
Paralelo a isso, é essencial aludir sobre o incorreto raciocínio do jovem como outro imortalizador do emblema. Dessa maneira, é factível remeter ao que afirmava Henry Ford, famoso empresário norte-estadunidense, “Pensar é o trabalho mais difícil que existem. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele”. Contudo, hodiernamente, é notório o desvio de convicção da maioria do meio social, o que os levam a enxergar o mercado de trabalho como algo dispensável em um período no qual a busca por riquezas ocorre de forma facilitada com atributos como a internet. Em consequência, o ponto eleva-se.
Entende-se, portanto, que a continuidade da questão dos altos índices da “geração nem-nem” ocorre por irresponsabilidade da mídia e pelo pensamento equivocado dos adolescentes. Diante disso, o Governo Federal, em parceria com a Secretária de Cultura, responsável pela gestão de políticas instrutivas do país, devem desenvolver propagandas que estabeleçam a importância da conquista de ofícios como modo de alcançar o desenvolvimento tanto da nação, quanto pessoal, por meio de transmissões realizadas pelas próprias redes midiáticas, com o objetivo de acabar com a influência inconsequente dos agentes informativos sobre a parcela juvenil. Ademais, é indispensável, que as instituições de ensino, incumbidas de disseminar o saber, promovam palestras sobre a indispensabilidade do estudo e trabalho na sociedade atual, mediante a explicações feitas por sociólogos capacitados, voltado aos jovens, com a finalidade de acabar com tamanho desmazelo.