A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 10/07/2020
De acordo com o filósofo alemão Imannuel Kant, " o ser humano é aquilo que a educação faz dele". Nesse tocante, fica claro a importância de uma formação de qualidade para o desenvolvimento individual e a ascensão ao mercado de trabalho de um indivíduo. No entanto, no Brasil ainda existe uma grande parcela de jovens que não possuem esses benefícios, uma vez que nem estudam, nem trabalham, devido à falta de acesso a uma educação de qualidade e ao desestímulo para o investimento em uma qualificação profissional. Dessa forma, podendo acarretar problemas econômicos ao país no futuro, em razão da alta desqualificação profissional. Logo, são necessárias atitudes que mudem o contexto atual.
Primordialmente, sabe-se que o ensino no País não é dos melhores, uma vez que a área não recebe investimentos suficientes para o seu aprimoramento. Sob essa ótica, muitos estudantes não possuem o auxílio necessário para os seus estudos, sendo a maioria dependente dessa ajuda do Governo. Sendo assim, alguns perdem o interesse de continuar sua vida acadêmica. Ademais, condições relacionadas a pobreza e obrigações familiares também afastam os adolescentes da escola, já que muitos, desde cedo, se acostumam a conviver com essas distrações que acabam os afastando de seus estudos.
Segundo uma pesquisa realizada em 2018 pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) 23% dos jovens brasileiros não estudam, nem trabalham, se tornando uma parcela sem função na sociedade. De fato, muitas pessoas chegam a terminar a escola, mas não conseguem empregos e nem buscam um curso superior. Nesse sentido, a maioria não tem um estímulo que os incentivem a continuar progredindo intelectualmente e acabam não frequentando nenhuma universidade ou qualquer tipo de curso técnico. Acerca dessa lógica, pode-se imaginar que isso se tornará um prejuízo futuro ao País, que uma hora este se encontrará enfraquecido no mercado mundial, sem profissionais de qualidade.
Portanto, é fulcral que o Estado tome providências que garantam um futuro promissor ao País. Desse modo, para que os jovens brasileiros recebam uma educação básica de qualidade, urge que o Governo Federal junto ao Ministério da Educação invista em ações e políticas públicas por meio de melhoramentos nas escolas, como a escolha de melhores professores e o abastecimento de materiais didáticos qualificados, para que assim, incentivem os estudantes a colocarem a educação como uma prioridade e sejam direcionados a uma universidade após a conclusão do ensino médio. Ademais, é importante que os familiares e responsáveis que não tiveram a mesma chance, os inspirem a fazer uma caminhada diferente para que concluam um curso superior e se tornem profissionais respeitados. Somente assim, o Brasil garantirá um desenvolvimento sem preocupações lá na frente, mudando o contexto atual com a presença de mais jovens úteis e promissores.